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Comemoração dos cinco anos da ENFF reúne 500 ativistas

8 de fevereiro de 2010

No último sábado (6/2), a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) completou cinco anos com um ato político que reuniu mais de 500 integrantes de entidades da sociedade civil, professores universitários, movimento sindical e estudantil e partidos políticos em Guararema, no interior de São Paulo.

Como contou Geraldo Gasparin, da coordenação da ENFF, durante estes cinco anos 1.600 educandos passaram pela escola, sendo que mais de 50% foram mulheres. Mais de 300 professores voluntários deram aulas nos cursos, conferências e seminários.

Ademar Bogo, da coordenação nacional do MST, destacou que a ENFF “é uma grande conquista da classe trabalhadora”. Para ele, a escola cumpre um papel importante de articulação das forças de esquerda, que estão em um momento de fragmentação.

Neste período, educandos de mais de 100 entidades da classe trabalhadora fizeram atividades na escola. “Não havia uma convocação para essas organizações. Somos convocados para vir à ENFF por Florestan Fernandes e pelos problemas sociais”, disse Bogo.

“Dá muita emoção vir à ENFF cinco anos depois. Florestan está vivo nesta escola mais do que nunca. Aqui é a nossa casa”, declarou a professora da Universidade de São Paulo (USP), Heloisa Fernandes, filha de Florestan.

Para a a psicanalista Maria Rita Kehl, que há dois anos atende militantes que moram na escola, “o MST se mostrou um movimento legitimamente progressista quando nos convidou para trabalhar com psicanálise na ENFF”. Segundo ela, existe no Movimento "um pacto fraterno e solidário entre todos”, garantiu.

“A ENFF está ajudando a reconstruir a universidade pública”, sustentou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, ex-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes - SN). Para ele, o poder privado está pautando as pesquisas e trabalhos da universidade pública no país. Neste quadro, a escola demonstra que apenas uma educação baseada no espírito público pode garantir o avanço do país.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL -SP) também esteve presente, manifestou solidariedade a todos os militantes do MST que estão presos no interior de São Paulo e condenou a criminalização da luta pela Reforma Agrária. “Essas prisões são políticas”, denunciou o deputado.

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