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Audiência do MAB com Lula revela divergências e avanços

8 de fevereiro de 2010

Da Radioagência NP

Representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se encontraram com o presidente Lula, em Brasília, na última quinta-feira (4/2). O MAB entregou uma carta que reforça sua posição contrária à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O texto também traz uma crítica a posição do governo quanto ao setor elétrico. Segundo o movimento, é prejudicial o controle que empresas têm da geração, transmissão e distribuição de energia.

O MAB ainda pediu por uma revisão nos altos preços das tarifas de energia elétrica, além de que sejam criados mecanismos para que as empresas que ganharam R$ 10 bilhões nos últimos dez anos por erro de reajuste da conta de luz devolvam os recursos.

O governo assumiu o compromisso de criar uma nova política de tratamento social para garantir direitos dos atingidos. Uma das medidas é a destinação dentro do orçamento do governo de verba específica para as famílias prejudicadas. O coordenador nacional do MAB, Marco Antonio Trierveiler, explicou como esse dinheiro seria gasto.

“Programas específicos de moradia, um plano de reassentamento das famílias sem-terra, crédito para a construção de cisternas, créditos na área da educação, então programas que possam levar questões bem concretas para que possam melhorar a situação atual das famílias.”

O presidente Lula disse que nem em todos os pontos apresentados o MAB e o governo concordam. No entanto, reconheceu novamente a dívida do Estado brasileiro com os atingidos por barragens.

Lula determinou que na próxima quinta-feira (11/2) o ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luis Dulci, faça uma reunião com o MAB para continuar as discussões.

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