NOTA- O MST considera muito importante a medida do CMN, que proíbe a liberação de créditos agrícolas a latifundiários e empresas do agronegócio que mantêm trabalho escravo.
LETRAVIVA - O agronegócio tenta avançar com seu projeto em duas frentes: mudanças no Código Florestal e na liberação do arroz transgênico. Enquanto a primeira viabiliza o desmatamento, a segunda passa o controle das sementes para empresas.
Pistoleiros fortemente armados cercam neste momento 200 famílias Sem Terra que ocuparam na madrugada desta sexta feira fazenda Cambará, de propriedade do deputado federal Josué Bengston – PTB-PA, no município de Santa Lúcia do Pará, a 200 km de Belém.
As propostas da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pretendem mais uma vez criminalizar as lutas sociais e impedir o avanço da Reforma Agrária no Brasil. Suas medidas buscam proteger da lei os grandes latifundiários que concentram terra.
A política de criação de assentamentos foi abandonada pelo governo. Matéria divulgada pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (12/2) mostra que, em 2009, 55.498 famílias foram assentadas em todo o país (a meta era de 75 mil).
Para o MST, as prisões ocorridas nesta semana em Santa Catarina e São Paulo são descabidas e só refletem a forma autoritária como os governos daqueles estados conduzem a relação com os movimentos sociais, criminalizando-os.
O MST -SP reforça o pedido de solidariedade a todos os lutadores e lutadoras do povo brasileiro comprometidos com a transformação do país numa sociedade mais justa e democrática, e de todos os cidadãos e cidadãs indignadas com a crescente criminalização dos movimentos sociais.
O MST do Pará esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. A Veja continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los, como lhes ensinou seu mestre Joseph Goebbels. Leia a nota.
Final de ano é momento de fazer balanço das atividades do período que passou, avaliar os avanços e as dificuldades encontradas e começar a planejar o ano que vem chegando. 2009 foi um ano de crise, lutas e conquistas. 2010 nos exigirá o enfrentamento de muitos desafios.
