Apresentação

Nutridas de indignação, mística e rebeldia, as mulheres Sem Terra seguem em luta durante todo mês de março. E de 7 a 14 de março de 2022 realizam a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, com o lema: Terra, Trabalho, Direito de Existir. Mulheres em Luta não vão sucumbir! 

A jornada conta com ações simbólicas em todo país, com a participação das mulheres do campo e da cidade. 

As camponesas denunciam as violências estruturantes, do sistema capitalista que agride os corpos e adoece as mulheres, a mercantilização da vida, dos territórios e da natureza. Combatem o projeto patriarcal, racista, LGBTfóbico do governo Bolsonaro, do capitalismo, do agronegócio e da mineração. E defendem o projeto de Reforma Agrária Popular e a soberania alimentar.

Ouça a mensagem das Mulheres Sem Terra!


Terra

Espaço de produção e reprodução da vida. A Luta pelo acesso à Terra, além de ser um objetivo do MST, é sinônimo de resistência, enfrentamento ao agronegócio e todas as demais formas de privatização da natureza. A ocupação do latifúndio é uma ação intransigente contra as violências estruturantes, que agride os corpos, adoece e mercantiliza as vidas, territórios e a natureza.

Trabalho

A relação com o trabalho é central na luta das mulheres da classe trabalhadora, incluindo as mulheres Sem Terra. Faz parte da insistência em antecipar o mundo novo ainda no presente. O trabalho, que garante condições dignas de viver, não deve se constituir como elemento de exploração, dominação e opressão. O trabalho socialmente reconhecido, que  posicione as mulheres na pauta econômica, tem como objetivo construir relações igualitárias e livres da violência

Direito de Existir

Não existe luta por transformações radicais se não estarmos a postas, de pé, vivas. A necessidade de posicionarmos o direito de existir nos desperta para ação organizada, com a mística urgente de construir rupturas e impor-nos contra o projeto patriarcal, racista, LGBTfóbico  do capitalismo, do agronegócio e da mineração, expresso no governo Bolsonaro e seu programa genocida.


Uma das maiores artistas da história da música brasileira, Elza Soares construiu uma carreira de quase sete décadas de sucesso sem nunca abrir mão de suas posições políticas. Nascida em uma família muito humilde, composta por dez irmãos, no Rio de Janeiro, sua atuação no mundo da música teve início com um fato que a marcou para sempre. 

Em 1953, Elza Soares participou do programa “Calouros em desfile”, apresentado por Ary Barroso na Rádio Tupi. Naquele momento o apresentador ironizou as roupas simples que Elza vestia e perguntou de que planeta ela vinha, Elza respondeu: “Do planeta fome”. Em toda sua carreira, a artista denunciou um Brasil hoje ainda tão desigual.

O legado de Elza inspira as mulheres Sem Terra para seguirem a luta contra a fome, produzindo alimentos saudáveis, ocupando o latifúndio, denunciando o agronegócio e combatendo todo tipo violência. Por isso afirmamos que ela não morreu. Elza virou encantada e se mantém presente, pois a gente até sente o pulsar do seu coração.


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