Festival
2° Festival da Reforma Agrária reúne cultura e alimentação saudável
Atividade marca os seis anos de realização da Feira da Reforma Agrária de Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo.

Por Coletivo de Comunicação do MST no Pontal do Paranapanema
Da Página do MST
Nascida em 2017, em um período histórico marcado pelo golpe contra a Presidente Dilma e contra a democracia, a Feira da Reforma Agrária se posiciona para além de oferecer alimentos saudáveis oriundos da Reforma Agrária da região do Pontal do Paranapanema, ela expressa a articulação campo e cidade tendo a cultura e a agroecologia como elementos de diálogo com a sociedade local. A iniciativa é promovida pelo Coletivo Cultura Galpão da Lua, uma ocupação cultural urbana na cidade, e o MST do Pontal. Nessa trajetória, outras organizações se tornaram aliadas, como a Consulta Popular e o SINTRAPP.
Para comemorar os seis anos de organização da Feira, o 2° Festival da Reforma Agrária traz como lema “Diálogos e articulações entre campo, cidade e floresta”. O primeiro festival aconteceu em 2022 em comemoração ao aniversário de cinco anos, aonde o coletivo decidiu tornar o evento anual.



A programação contou com uma mesa de debates na parte da manhã com o tema “Ocupando campo, cidade, floresta e universidade: onde nossas lutas se encontram”, com exposição do Prof. Dr. Raul Borges Guimarães, Pró-reitor de Extensão e Cultura da UNESP, Fernanda Matheus, da Direção Regional do MST e Maria Rita Barcelos, do Coletivo Cultural de Assis. Durante a tarde aconteceram apresentações musicais de grupos e artistas locais.
Para Diógenes Rabello, da Direção Estadual do MST, “A Feira acontece em um momento muito importante para combater os discursos de ódio e de criminalização do MST e das lutas sociais. A gente veio até aqui hoje para demonstrar o trabalho cotidiano das famílias assentadas para produzir comida de verdade, o que só está sendo possível porque o MST organizou essas famílias e ocupou terras décadas atrás. E é dessa forma que vamos combater essas tentativas de criminalização da nossa luta, mostrando o nosso trabalho na terra”.
Além dos alimentos, artesanatos e apresentações culturais, o Festival contou com um espaço específico para dialogar sobre a questão ambiental na região, com mudas e sementes de árvores nativas e panfletos. Essa é mais uma ação vinculada ao Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis.

“Não tem como fazer luta pela terra sem considerar as dimensões da cultura e da arte, por isso que chamamos de Festival da Reforma Agrária, porque traz todos esses elementos da luta. E pra gente é muito simbólico realizar esse Festival em uma ocupação urbana com esse caráter de ocupação cultural, para justamente fortalecer a relação dos lutadores do campo e da cidade”, ressalta Regiane Menezes, da Direção Estadual do MST.
O evento também incluiu um círculo de discussão sobre a violência contra as mulheres, onde as relações de gênero, os atos violentos e a Lei Maria da Penha foram debatidos.



A Feira da Reforma Agrária de Presidente Prudente ocorre mensalmente no primeiro sábado de cada mês, no icônico espaço do Galpão da Lua, que um dia foi uma estação ferroviária.
*Editado por Erica Vanzin