Manifestações
MST e movimentos populares convocam atos contra sequestro de Maduro e invasão dos EUA à Venezuela
Onda de protestos ocorre em vários países desde sábado (3)

Do Brasil de Fato
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos populares brasileiros se somam à onda de protestos em todo o mundo contra a invasão estadunidense na Venezuela. Atos estão marcados em várias capitais do país para esta segunda-feira (5).
Em São Paulo (SP), o ponto de encontro será o consulado dos Estados Unidos, às 16h. A convocatória foi reforçada pela União Nacional dos Estudantes e União Estadual dos Estudantes de São Paulo.
Também às 16h desta segunda-feira ocorrerá a concentração do ato no Rio de Janeiro (RJ), na Cinelândia.
Em Belo Horizonte (MG), o protesto está marcado para começar às 16h30, na Praça Sete de Setembro, sob o mote: “Fora Trump e o imperialismo: por soberania na Venezuela”.
Em Brasília, o ato será realizado às 17h com concentração no Museu Nacional da República e caminhada até a Embaixada dos Estados Unidos.
Os ataques dos EUA contra a Venezuela, após meses de ameaças e retaliações crescentes por parte do país norte-americano, ocorreram na madrugada de sábado (3), com bombardeios e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Desde então, diferentes movimentos e entidades políticas condenaram a ação em vários países.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra afirmou que o ataque se trata de uma ação de guerra com interesses coloniais, voltada ao controle dos recursos naturais do país vizinho.
“O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, especialmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação”, disse o movimento, em nota divulgada na manhã de sábado. O MST também denunciou o sequestro de Maduro e afirmou que estudantes e dirigentes da organização que estão na Venezuela estão em segurança.
Do Brasil, João Paulo Rodrigues, da Secretaria Nacional do MST, afirmou que o movimento mantém no país uma brigada com cerca de 60 integrantes e reforçou o pedido de cautela na circulação de notícias falsas. “É importante evitar alarmismos e ter cuidado com conteúdos não verificados”, afirmou.
Texto em atualização.
Editado por: Nathallia Fonseca



