Obsessão Imperialista
100 mortos em combate
Boletim Venezuela em Foco #4

Da Página do MST
As consequências humanas e diplomáticas do ataque contra a Venezuela começaram a ser oficialmente dimensionadas pelo governo, com a divulgação de números, medidas de luto e declarações que aprofundam a crise bilateral com os Estados Unidos.
Grande parte do contingente de segurança de Maduro foi morto a sangue frio por resistir ao atentado e defender a revolução bolivariana. O número oficial de mortos foi divulgado pelo ministro do interior Diosdado Cabello: 100 pessoas assassinadas no ataque estadunidense.
Frente a essa contagem, a presidente interina Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional em homenagem aos que tombaram. A mesma Delcy afirmou que relações entre seu país e os Estados Unidos agora têm uma “mancha” sem precedentes na história das relações bilaterais.
O Senado norte-americano não ficou feliz com Trump por não ter sido consultado sobre o uso das Forças Armadas no ataque contra a Venezuela, e votou para proibir que a ação volte a se repetir sem autorização.
Por outro lado, Donald Trump segue com suas ameaças e exige que o governo chavista renuncie à cooperação com a Rússia, China, Irã e Cuba. Há indícios de que a China por sua vez avalie recalcular a rota para manter a parceria com o governo chavista.
Enquanto isso, o blefe trumpista segue. E a sede para beber petróleo de canudinho também. O extremista mantém o discurso de que pode manter o controle da Venezuela e de seu petróleo por vários anos. E os comerciantes europeus do hidrocarboneto, Vitol e Trafigura, já estão na lista da Casa Branca para negociação.
O petróleo venezuelano é considerado do tipo mais poluente – chamado de bruto pesado e ácido, e sua exploração em massa deve gerar grandes impactos ao meio ambiente, indo na contramão de um futuro focado no desenvolvimento de energias renováveis. Não que o mandatário norte-americano e porta-voz do negacionismo climático se importe com isso.
Alinhado à política da devastação ambiental, o presidente estadunidense determinou a retirada de seu país de mais de 60 organizações internacionais. Segundo a administração, grande parte dessas entidades está ligada à ONU e atua em áreas como mudanças climáticas, relações trabalhistas e outras pautas woke.
Neste cenário, tentativas diplomáticas tentam amenizar à violenta retomada da Doutrina Monroe nas Américas, enquanto nas ruas as mobilizações massivas na Venezuela e na Colômbia crescem contra as contínuas ofensivas norte-americanas.
Para saber mais:
Artigo – EUA e Rússia se encaram pela 1ª vez na crise venezuelana
Artigo – La operación en Venezuela para capturar a Maduro amenaza con ensanchar el cisma en el movimiento MAGA
Artigo A situação atual na Venezuela: um governo no comando, um povo resiliente
Artigo – O que não te contaram sobre o governo de Maduro e a economia venezuelana
Vídeo – Venezuela: el pueblo salió a las calles en defensa de la soberanía y contra el imperialismo



