Mulheres Sem Terra
Seminário estadual reúne 200 mulheres Sem Terra no Ceará
Atividade integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra e debate enfrentamento às violências, organização popular e solidariedade

Por Aline Oliveira
Da Página do MST
Entre esta sexta-feira (13) e sábado, 14 de março, cerca de 200 mulheres do MST de assentamentos e acampamentos no Ceará participam do Seminário Estadual das Mulheres Sem Terra, que acontece no Centro Frei Humberto, em Fortaleza. A atividade integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que neste ano tem como lema: “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar” e teve início no último domingo, 8 de março em todo país.
O seminário reúne mulheres representantes dos coletivos organizados nos territórios de Reforma Agrária do Ceará, dos assentamentos e acampamentos, com o objetivo de debater o enfrentamento às violências, planejar ações para os próximos períodos e fortalecer a organização das mulheres Sem Terra no estado.
Para Kelha Lima, da Coordenação Nacional do MST, a Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra reforça a importância da organização coletiva e da luta das mulheres na construção da Reforma Agrária Popular.
Precisamos nos organizar para enfrentar as diversas violências que atingem a vida das mulheres. Não podemos nos calar diante das ameaças à vida. A Jornada Nacional também se propõe a avançar na luta pela terra e pela Reforma Agrária, além de formar e organizar as mulheres Sem Terra em seus territórios”, afirma.


A programação segue até domingo, com uma ação de solidariedade, por meio da doação de alimentos a estudantes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção.
De acordo com Nathalia Távora, assentada da Reforma Agrária no assentamento Geraldo Onofre, em Quixadá, o seminário também representa um espaço de fortalecimento da organização das mulheres e de construção de estratégias coletivas de luta nos territórios.
“O seminário é uma forma legítima de garantir o acesso ao conhecimento, por meio de debates sobre os diversos tipos de violência que, infelizmente, também estão presentes no campo. Muitas vezes, não temos sequer informação sobre o que é considerado violência e sobre como podemos denunciar, combater e fortalecer os cuidados coletivos”, ressalta.


A atividade reafirma o compromisso com a organização popular, a formação política e o fortalecimento da luta das mulheres nos territórios de Reforma Agrária do Ceará. E, ao reunir representantes de assentamentos e acampamentos de diversas regiões do estado, se consolida como um espaço de debate, solidariedade e construção coletiva de estratégias para o enfrentamento às violências e avanço da Reforma Agrária Popular nos territórios do MST.
*Editado por Solange Engelmann



