Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis
Em Goiás, Assentamento Dom Tomás Balduíno refloresta nascente
Plantio de árvores em área de "olho d’água" integra plano nacional do MST que reforça preservação ambiental e produção de alimentos saudáveis em território da Reforma Agrária

Da Página do MST
No dia 1º de abril, no Assentamento Dom Tomás Balduíno em Goiás, famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram uma ação de reflorestamento na área de uma nascente, reafirmando o compromisso com a preservação da água e o cuidado com a vida. A atividade integra uma agenda mais ampla do movimento que articula produção de alimentos e recuperação ambiental nos territórios da Reforma Agrária.
O plantio de árvores no entorno da nascente é apontado pelos assentados como uma ação que vai além da dimensão ambiental. Trata-se de um ato coletivo e político que fortalece a agroecologia e contribui para garantir condições de vida às futuras gerações. A recuperação do chamado “olho d’água”, local onde o lençol freático aflora naturalmente à superfície e jorra do solo, impacta diretamente a proteção da terra, a melhoria da qualidade da água e o equilíbrio do ecossistema, especialmente no bioma Cerrado, um dos mais pressionados pela expansão do agronegócio no país.

Com o uso de espécies nativas, a iniciativa busca recompor a biodiversidade local e restabelecer funções ecológicas essenciais, como a infiltração da água no solo e a manutenção dos ciclos naturais. A estratégia também favorece a produção de alimentos saudáveis no assentamento, ao integrar árvores e cultivos agrícolas em sistemas agroecológicos.
A ação integra o plano “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, lançado nacionalmente pelo MST em 2020. A proposta prevê o plantio de 100 milhões de árvores ao longo de dez anos, combinando reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e produção de alimentos sem uso de agrotóxicos. A iniciativa é apresentada pelo movimento como uma resposta simultânea à crise ambiental e à insegurança alimentar.


Ao conectar práticas locais com uma estratégia nacional, o MST afirma que o cuidado com a natureza é parte central da construção da Reforma Agrária Popular. No assentamento, a atividade foi organizada de forma coletiva, reforçando a ideia de que a recuperação ambiental e a produção de alimentos caminham juntas na construção de um novo modelo agrícola.
A experiência no Dom Tomás Balduíno exemplifica como ações territoriais podem contribuir para agendas mais amplas de preservação ambiental, geração de renda e soberania alimentar. Iniciativas como essa seguem sendo multiplicadas em diferentes regiões do país, com o objetivo de semear vida e fortalecer os territórios da Reforma Agrária.





