Palestina resiste!

O Dia da Terra e a luta contra o colonialismo na Palestina

O 30 de março, na Palestina é considerado o Dia da Terra. A data é marcada por mobilizações em todo o mundo e busca fortalecer a solidariedade ao povo palestino e organizações de resistência. Confira no artigo!

Imagem: Divulgação

Por Marcelo Buzetto*
Da Página do MST

O dia 30 de março, na Palestina, é o Dia da Terra. Há exatos 50 anos, em 1976, o exército colonialista de Israel assassinou vários camponeses que protestavam contra o roubo de suas terras, a destruição das oliveiras e as ações ilegais do invasor sionista que, desde 1948, seguia avançando pelo território árabe que fica entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão. 

A luta pela terra, na Palestina, sempre esteve ligada intrinsecamente à luta anticolonialista e antiimperialista. Toda família Palestina sempre teve suas terras ameaçadas e/ou roubadas pelo colonialismo, seja turco-otomano, britânico ou israelense. São gerações lutando por direitos históricos e inalienáveis sempre destruídos por um poder político e militar estrangeiro.

O Sionismo, colonialismo e imperialismo vem historicamente tomando as terras e transformando a Palestina em uma região de permanente conflito e inúmeras tensões, que afetam a Geopolítica da Ásia Ocidental. 

A luta pela terra, na Palestina, sempre teve um caráter anticolonialista e antiimperialista, pois os camponeses sempre foram parte fundamental da vanguarda política que construiu partidos, sindicatos e organizações político-militares para defender sua pátria do inimigo externo. Seja na Revolução de 1936/1939, ou na formação da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), entre 1964/1969, com a formação das organizações da esquerda marxista Palestina, Frente Popular para a Libertação da Palestina  (FPLP) e Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP). Ou ainda nos anos 80/90, com o surgimento do Hamas e da Jihad Islâmica, os camponeses palestinos sempre foram parte da base social dos movimentos de resistência. 

Foto: Maria Silva

Resistir na terra, resistir na defesa da pátria e do território são condições fundamentais para garantir uma alimentação saudável para esse heroico povo. E na luta pela terra e pelo território também se fizeram presentes os pescadores palestinos, principalmente em Gaza, pois são os “camponeses do mar”.

Lutar pela terra, na Palestina ou no Brasil, é lutar por justiça social e também pelo controle nacional sob nossas riquezas, sobre a natureza, é defender a soberania nacional contra empresas como Cargill ou Belo Sun, que querem tomar as terras dos povos originários. 

Neste dia da terra, marcado por mobilizações em todo o mundo, fortalecemos a solidariedade com o povo palestino e todas as organizações da Resistência. 

Palestina Livre, do Rio Jordão ao Mar Mediterrâneo!

*Professor, militante do MST, autor do livro “A Questão Palestina: guerra, política e relações internacionais” (Editora Expressão Popular).

**Editado por Solange Engelmann