Política imperialista
Jovens do MST e do Levante Popular realizam ações anti-imperialista em defesa do Brasil e dos povos
Atividades aconteceram de forma simultânea em frente do consulado dos Estados Unidos em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, além da embaixada em Brasília

Da Página do MST
Jovens do Levante Popular da Juventude e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram nesta quinta-feira (13), ações simultâneas em frente ao consulado dos Estados Unidos em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife e da embaixada em Brasília. Para além das ações no consulado, os jovens também estenderam faixas em todas as regiões do país em homenagem aos 100 anos de Fidel.
As organizações denunciam as tentativas de interferência dos EUA no Brasil e na América Latina, e os impactos da política imperialista e da indústria da guerra sobre a natureza e os povos do mundo. Para a juventude, os recursos destinados à indústria bélica poderiam ser direcionados ao combate à desigualdade, à produção de alimentos, ao combate à fome e à proteção dos territórios.
As mobilizações fazem parte da 17° Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e da Jornada Nacional “Sejamos Todos como Fidel” promovida pelo Levante Popular. Iniciativas que marcam o centenário de Fidel Castro, celebrado neste 13 de agosto.



Para a coordenadora nacional do Levante Popular da Juventude e secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Moraes, a jornada busca transformar a memória de Fidel em ação política no presente contra o imperialismo.
Quando ocupamos esses espaços que simbolizam o poder norte-americano, denunciamos qualquer ataque imperialista, reafirmamos que quem deve escrever o destino de um país é o seu próprio povo.”
As organizações destacam as violências promovidas a partir das sanções e bloqueios econômicos impostos a países como Cuba e Venezuela, e das medidas de pressão econômica contra o Brasil e ameaça de interferência no processo eleitoral neste ano. O centenário de Fidel Castro é, para os movimentos, uma oportunidade de atualizar entre a juventude brasileira valores associados à sua trajetória política, como coragem, internacionalismo, soberania nacional e compromisso com os povos.


Mirela Marcon, da Operativa do Coletivo Nacional de Juventude Sem Terra, afirma que é preciso que a juventude se indigne diante do que o imperialismo provoca em nossos territórios, “dos ataques à soberania dos povos e da forma como a barbárie é transformada em algo natural. Não podemos aceitar que a violência, a guerra, a fome e a exploração sejam tratadas como parte da vida. Precisamos nos humanizar, recuperar nossa capacidade de indignação e transformar essa indignação em organização e luta. Fazer a luta anti-imperialista é defender nossos territórios, a soberania dos povos e, sobretudo, nossos sonhos.”
Foto: @gigiicardoso/RJ


A Jornada Nacional da Juventude do MST e do Levante mobiliza jovens em diversos territórios do país e reafirma a organização popular como instrumento de enfrentamento ao imperialismo.



