ENFF promove seminário sobre vida e obra do peruano José Carlos Mariátegui


Por Maria Aparecida
Da Página do MST

”Fazer política é passar do sonho às coisas, do abstrato ao concreto. (…) Admitir uma quebra de continuidade entre teoria e prática, abandonar os realizadores a seus próprios esforços, ainda que concedendo-lhes uma cordial neutralidade, é renunciar à causa humana”
J. C. Mariátegui


Por Maria Aparecida
Da Página do MST

”Fazer política é passar do sonho às coisas, do abstrato ao concreto. (…) Admitir uma quebra de continuidade entre teoria e prática, abandonar os realizadores a seus próprios esforços, ainda que concedendo-lhes uma cordial neutralidade, é renunciar à causa humana”
J. C. Mariátegui


A Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) promove nesta semana o seminário sobre a atualidade do pensamento de José Carlos Mariátegui e a 1ª Mostra de Teatro na ENFF. Militantes dos movimentos sociais e convidados participam do curso.

Para contribuir nas discussões sobre o pensamento de Mariátegui, participam do seminário o professor e estudioso do marxismo latino-americano, Michel Löwy, além de diversos estudiosos do grande pensador romântico-marxista.

[img_assist|nid=10840|title=|desc=|link=none|align=left|width=640|height=425]“Esses seminários visam o resgate do pensamento de autores clássicos que fizeram discussões de cunho revolucionário, a partir dos estudos dos cursos da nossa escola”, afirma Nei Orzekovski, da coordenação da ENFF.

O seminário sobre Mariátegui é o quarto promovido pela ENFF sobre o pensamento de lutadores e lutadoras do povo. O primeiro teve como tema os 80 anos do nascimento de Ernesto Che Guevara. Durante cinco dias, diversos militantes latinos discutiram o pensamento e contribuições de Che para as lutas atuais na América Latina.

O segundo, que no encerramento deu nome à plenária da ENFF, homenageou os 90 anos de nascimento de Rosa Luxemburgo, realizado em parceria com o Instituto Rosa Luxemburg. O terceiro discutiu o pensamento do italiano Antônio Gramsci.

Mostra de teatro

[img_assist|nid=10841|title=|desc=|link=none|align=right|width=640|height=425]Uma novidade se incorpora ao seminário nesta edição: a I Mostra de Teatro na ENFF. Resultado de uma parceria entre grupos de teatro da cidade de São Paulo e a ENFF, a mostra promove apresentações teatrais durante toda a semana. Serão sete apresentações nas tardes e noites, além de dois momentos para apresentação e discussão sobre os processos de trabalho de dois dos grupos.

“A troca com os movimentos sociais são de fundamental importância para a formação dos grupos de teatro e creio que dos próprios militantes destes movimentos. Precisaríamos ter mais espaços de debate sobre as produções e os processos de trabalho com os militantes que estão aqui na ENFF, dos vários movimentos da América Latina, mas, além disso, construir meios para apresentações em espaços de acampamentos e assentamentos do MST”, avalia Andressa Ferrarezi, integrante da Cia Estável, um dos grupos da mostra.

Os grupos que se apresentam são parceiros, que há anos participam das lutas políticas na área da cultura. Há algum tempo, esses grupos decidiram se juntar para aprofundar juntos o debate político, na pesquisa estética e teórica em uma perspectiva socialista.

No começo, eram apenas quatro grupos que se reuniam para essas discussões.

[img_assist|nid=10842|title=|desc=|link=none|align=left|width=640|height=425]No começo de 2010, houve uma ampliação para que mais grupos pudessem participar desses processos de estudo, de encontros prático-teóricos.

Os encontros, iniciados com o caráter de investigação teórico-prática deram força e unidade ao coletivo, na busca pelo diálogo com a classe trabalhadora organizada, onde se insere a interlocução com o MST.

Faz parte das atividades de cada um dos grupos ações desenvolvidas em assentamentos, centros de formação, encontros (estaduais e regionais) e na própria ENFF.

A Marcha Estadual do MST em São Paulo, em março de 2009, foi a primeira oportunidade em que os grupos puderam atuar coletivamente no exercício desta prática em formação.

A característica de intervenções político-estética, político-social, de classe, ligadas ao fazer teatral e artístico, são perspectivas de continuidade dos trabalhos destes grupos, além da construção e realização de momentos de reflexões sobre processos artísticos-culturais-políticos desenvolvidos pela classe trabalhadora.