Preço de alimentos tem maior alta em 21 anos, diz FAO


De O Estado de S.Paulo

O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) divulgou ontem que o índice FAO de preço dos alimentos, baseado em uma cesta de commodities, alcançou o seu maior valor desde 1990, quando foi criado.

De acordo com a organização, esse é o sétimo mês seguido de alta e, entre dezembro e janeiro houve um acréscimo de 3,4% no preço dos alimentos.


De O Estado de S.Paulo

O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) divulgou ontem que o índice FAO de preço dos alimentos, baseado em uma cesta de commodities, alcançou o seu maior valor desde 1990, quando foi criado.

De acordo com a organização, esse é o sétimo mês seguido de alta e, entre dezembro e janeiro houve um acréscimo de 3,4% no preço dos alimentos.

Todas as commodities monitoradas pela FAO tiveram aumento em janeiro, sendo a única exceção a carne. Os produtos com maior custo foram o açúcar e os grãos. No entanto, o maior aumento foi o dos laticínios.

De acordo com economistas da organização, não há sinais de reversão desses aumentos e aumenta a probabilidade de risco alimentar nos países mais pobres.

No entanto, a própria FAO reconhece que a boa safra de grãos registrada nos países em desenvolvimento tem feito com que os preços internamente tenham ficado abaixo das médias internacionais.

O aumento dos preços dos alimentos é de grande preocupação, especialmente para países de baixa renda com déficit de alimentos – que podem enfrentar problemas em financiar as importações – e famílias pobres que gastam a maior parte da renda com alimentação, disse Abdolreza Abbassian, secretário do Grupo Intergovernamental para Grãos da organização.