Luta nas terras da usina só se encerra com Reforma Agrária

 

Da Página do MST


 A ocupação da sede da velha Usina Ariadnópolis, no Sul de Minas Gerais, nesta manhã (24) acirrou o conflito existente naquele território. Os supostos donos da terra, administradores da massa falida, deixaram o local enquanto as trabalhadoras e os trabalhadores rurais Sem Terra, junto a ex-funcionários – a quem a empresa deve milhões em direitos trabalhistas - hasteavam bandeiras do Movimento.

 

Da Página do MST

 A ocupação da sede da velha Usina Ariadnópolis, no Sul de Minas Gerais, nesta manhã (24) acirrou o conflito existente naquele território. Os supostos donos da terra, administradores da massa falida, deixaram o local enquanto as trabalhadoras e os trabalhadores rurais Sem Terra, junto a ex-funcionários – a quem a empresa deve milhões em direitos trabalhistas – hasteavam bandeiras do Movimento.

Mesmo com a chegada da polícia logo em seguida, os 600 ocupantes seguiram denunciando a estagnação da Reforma Agrária e o sucateamento do INCRA no estado de Minas Gerais, exigindo a desapropriação da área conflituosa e a saída da família que habita ilegalmente o local. Tudo correu pacificamente e de forma organizada, mantendo o interior da sede e ao redor intactos, como pôde constatar a Polícia Militar.

Logo após acionarem os órgãos públicos e a mídia, Celso Lisboa de Lacerda, diretor do Incra Nacional, emitiu uma declaração se comprometendo com a desapropriação da antiga usina. E a Fazenda Nacional liberou um documento tomando posse da terra para que o Juiz homologue a adjudicação. Ou seja, a Fazenda Nacional se comprometeu a passar para o patrimônio do Incra os 63 hectares do parque industrial onde se encontra a sede do latifúndio. Com a luta, os Sem Terra puderam demonstrar para a sociedade que, apesar de urgente e necessária, a Reforma Agrária em Minas Gerais está paralisada.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra se compromete a ficar atento com o rumo das negociações e garante que se as terras da antiga usina não forem partilhadas entre os trabalhadores, intensificará a luta, pois este conflito só se encerra com Reforma Agrária.