Mais de mil mulheres marcham no Ceará contra os agrotóxicos


Da Página do MST

 

Mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fazem duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil.

Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam em direção ao Palácio da Abolição, do governo do Estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia.

Da Página do MST

 

Mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fazem duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil.

Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam em direção ao Palácio da Abolição, do governo do Estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia.

As atividades fazem parte da Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina, que já realizou ações em seis estados.

Leia também
Governo do Ceará recebe comissão do MST
Confira o informativo do Ceará: Mulheres da Via Campesina na luta contra a usina de urânio e fosfato em Santa Quitéria

Abaixo, leia a nota do MST, do Movimento dos Conselhos Populares e da Central dos Movimentos Populares sobre as mobilizações no Ceará.

MULHERES DO CAMPO E DA CIDADE NA LUTA POR DIREITOS

Em todo o Brasil, as mulheres da Via Campesina em conjunto com outros movimentos urbanos, deflagraram a Jornada de Lutas das Mulheres para denunciar a utilização excessiva de agrotóxicos nas lavouras brasileiras, responsabilidade do modelo de produção do agronegócio.

O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores de agrotóxicos desde 2009. Mais de um bilhão de litros de venenos são jogados nas lavouras, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

Fortaleza é a quinta maior capital do país, com mais de três milhões de habitantes. Existem cerca de 96 áreas, onde vivem mais de 100 mil famílias em condições precárias. Essa desigualdade social é também fruto da grande concentração de terra e  especulação imobiliária imposta pelos grandes grupos econômicos que recebem financiamento público dos governos, como incentivos fiscais e financeiros para executarem seus projetos.
 
Segundo dados do IBGE, mais de 900 mil pessoas vivem com menos de R$ 1,50 reais por dia na cidade. Por outro lado, Fortaleza tem o 15º maior PIB municipal da nação e o segundo do Nordeste, com R$ 24,4 bilhões, sendo um dos mais importantes centros industrial e comercial do Brasil, com o sétimo maior poder de compra do país.
 
Nosssa pauta em Fortaleza é reivindicar das autoridades públicas moradia popular para as famílias de baixa renda, pois, segundo estudos, Fortaleza está entre as piores capitais na implantaçao do Programa “Minha Casa Minha Vida”. Por isso queremos moradia e direito à cidade.
 
Cobramos tambem do Estado a aplicabilidade da lei Maria da Penha, com mais estruturas de serviço, e proteção às mulheres vítimas dessas violências.
 
MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST-CE
MOVIMENTO DOS CONSELHOS POPULARES – MCP
CENTRAL DOS MOVIMENTOS POPULARES – CMP