Educação popular é tema de debate em Feira da Reforma Agrária no DF

O primeiro dia da Feira começou com o Seminário “Educação Popular na Construção da Sociedade”, que abordou a discussão sobre como a educação pode ser mais libertadora a partir de uma educação popular.

 

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 A mesa, composta por maioria feminina discutiu a Educação Popular na Construção da Sociedade. Foto: Mídia Ninja

 

Da Página do MST 

Entre os dias 4 e 6 de agosto, a cidade de Ceilândia no Distrito Federal, recebe a 3ª etapa do Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do MST.

O evento realizado na Praça do Trabalhador traz em sua programação várias atividades de debates, como seminários e roda de conversas. O primeiro dia da Feira começou com o Seminário “Educação Popular na Construção da Sociedade”, que abordou a discussão sobre como a educação pode ser mais libertadora a partir de uma educação popular.

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Erivan Hilário, da Direção Nacional do Setor de Educação do MST.
Foto: Mídia Ninja

De acordo Erivan Hilário, da Direção Nacional do Setor de Educação do MST, falar de educação popular é falar sobre a formação humana, é falar de um projeto da classe trabalhadora, que nasce do povo para o povo. Por isso, “a educação popular deve acontecer em diversos tempos e espaços, não somente na escola… O trabalho de base é o chão da educação popular, se conectar com o povo e com o que ele tem a dizer”.

 A mesa, composta por maioria feminina, também contou com a presença da secretaria de educação do Distrito Federal, Anna Isabel.

“A gente precisa garantir o direito à educação, trazer o debate da Reforma Agrária para as escolas, pois o que prevalece é o ponto de vista empresarial”, ressalta Isabel ao falar da Educação Popular como ferramenta de transformação da escola pública para a classe trabalhadora.

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Madalena Torres do Mopocem. Foto: Mídia Ninja

Já Madalena Torres, integrante do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (MOPOCEM) e Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia, relaciona o papel da educação popular como como conhecimento libertador. 

“Ao se discutir uma educação libertadora, a pessoa vai ler o mundo para escrever o mundo. Ele vai contar o seu salário e que agora ficou muito pior por conta das reformas”, afirma. 

 

A Feira vai até este domingo (6), conta com uma programação recheada de atividades culturais, como música, teatro e o espaço da ciranda infantil para as crianças. Também é possível se deliciar com comidas típicas do cerrado brasileiro.

Além de Ceilândia, o Circuito passará por Unaí (MG) no final do ano. Cidades como Planaltina (DF) e Formosa (GO) já receberam o evento. Confira a cobertura e a programação.