Lula visita Cooperoeste em Santa Catarina

Cooperativa foi visitada durante passagem da caravana pelo estado
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Divulgação/MST

 

Por Juliana Adriano 
Da Página do MST

 

Durante a Caravana Lula pelo Sul do Brasil, entre os dias 24 e 25 de março, em Santa Catarina, o ex-presidente esteve Florianópolis, Chapecó, Nova Erechim e São Miguel do Oeste. Nesta última, Lula visitou a Cooperoeste/Terra Viva, maior cooperativa do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra.

A atividade realizada na Cooperoeste foi organizada pelo MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Pastoral da Juventude Rural e integrantes da Via Campesina.

Na ocasião, os movimentos apresentaram suas demandas, reforçaram que não é possível aceitar o injusto julgamento político ao qual o ex-presidente vem sendo submetido e se comprometeram a construir conjuntamente um projeto popular para o Brasil.

Para Marcia Marcon, dirigente do MST, a visita de Lula à Cooperoeste: “mostra o quanto a Reforma Agrária dá certo quando organizamos a produção, a cooperação e a comercialização de nossos produtos”.

Hoje, a Cooperoeste tem em torno de 250 funcionários, com uma capacidade de 500 mil litros de leite por dia. A produção, comercializada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, tem a marca da luta diária dos trabalhadores rurais sem terra e dos produtores da agricultura familiar, responsáveis por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.  

Rogério Antônio Blanchi, 28 anos, trabalhador do setor de vendas e faturamento da cooperativa, se orgulha de ser um dos responsáveis por levar esses produtos à mesa dos brasileiros e brasileiras. “Eu me sinto honrado de botar uma comida na mesa de uma pessoa que não tem nem noção do que é o movimento, do que é uma cooperativa.”

A Cooperoeste foi criada em 1996 a partir da luta de trabalhadores rurais sem terra na região de São Miguel do Oeste, como conta Sebastião Vilanova, eleito recentemente para presidir o negócio. “Isso aqui é da reforma agrária de 1985, quando as famílias se organizaram, fizeram ocupação, conquistaram a terra, e a partir da terra partimos para a indústria, dando origem a esse patrimônio que temos hoje”, recorda.

 

*Com informações do Brasil de Fato