Plenária Fora Bolsonaro em MG fortalece luta contra o presidente mais impopular da história

A 2ª Plenária estadual da Frente Brasil Popular de MG mais uma vez pautou o debate das privatizações no estado, o autoritarismo e o desgoverno Bolsonaro
Faixa com Fora Bolsonaro é estendida em cima de viaduto em MG. Foto: Marcela Nicolas

Por Íris Pacheco
Da Página do MST

Depois do sucesso da primeira plenária, movimentos e organizações populares convocaram um segundo encontro, realizado na noite desta terça-feira (07). O espaço virtual foi transmitido ao vivo pelo Facebook da Frente Brasil Popular (FBP) de Minas Gerais e de outras entidades que fazem parte da Campanha #ForaBolsonaro.

A plenária contou com diversas organizações e partidos, ampliando a campanha para além da FBP, com outras entidades e partidos de luta que também estão pautando o ForaBolsonaro. Tivemos apresentações artísticas gravadas e ao vivo, com destaque para a participação da cantora mineira Titane.

Em meio a falas contundentes em diversos formatos, afirmamos a necessidade de lutar contra o governo federal que, além de boicotar as medidas de contenção da COVID-19, que já levou a mais de 66 mil mortes em todo o país, está envolvido em diversos escândalos de corrupção e incompetências de gestão. Bolsonaro é um criminoso que merece a cadeia à presidência do nosso país.

Maria da Consolação, presidente do PSOL-MG, se solidarizou com as famílias das vítimas fatais da COVID-19 e denunciou a atuação de Bolsonaro. “Um governo genocida que despreza a vida do povo brasileiro, aproveita a pandemia para retirar direitos e continua com a sua saga de destruir a nossa esperança. Estamos aqui para dizer que nós continuamos firmes porque nossa solidariedade enquanto classe é capaz de derrotar este
genocida. Nós só vamos ter vida com dignidade nesse país com a retirada de Bolsonaro do governo” afirmou.

Em maio deste ano, a avaliação do governo Bolsonaro atingiu o pior nível segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Para 49% dos entrevistados, o governo é “ruim e péssimo” e para 24% é considerado “regular”. Os movimentos populares têm afirmado e denunciado que Bolsonaro é genocida e não liga pra população.

Cristiano Silveira, do PT-MG, considera “que o chamado principal para enfrentar o autoritarismo, a crise sanitária e genocida que vivemos com reflexo no ponto de vista econômico, é um chamado para nós, partidos e movimentos populares. Temos um compromisso histórico de assumir a posição de estar na linha de frente desse enfrentamento” concluiu.

Nesse sentido, a saída é ampliar a solidariedade entre o povo e construir formas de atuação que possam enfrentar esse cenário. Além do debate no âmbito nacional, há a necessidade de avançar na unidade contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que também vem seguindo à risca a política genocida alinhado ao Governo Federal.

Aqui, a denúncia é pelas políticas de privatização que o governador propõe para o estado. Zema ameaça constantemente privatizar as estatais de água e energia, Copasa e Cemig, além das empresas Gasmig, responsável pela distribuição de gás em Minas Gerais, e Codemig, empresa pública mineira responsável pela gestão do nióbio que tem 74% das reservas mundiais do minério.

Para Ana Júlia, da Consulta Popular-MG, “as privatizações representam a entrega das riquezas do povo nas mãos de empresários, reproduzindo a
política entreguista e neoliberal defendida pelo presidente”.

Frente Brasil Popular luta também pelo #ForaZema

Na segunda-feira (6), uma reunião extraordinária da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu o Projeto de Lei Complementar (PLC 46/20) prevendo mudanças no regime previdenciário dos servidores públicos. O projeto, dividido em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55) e um Projeto de Lei Complementar (PLC 46), separa questões diretamente previdenciárias e questões apenas administrativas. Assim como no comando federal, o governo Zema tenta “passar a boiada” durante a pandemia, promovendo mudanças extremas sem participação popular.

Entidades constroem unidade contra Bolsonaro

“Esse projeto de governo é genocida. Sem dúvidas os números de mais de 60 mil mortos são subnotificados. Por isso há uma necessidade de nossa classe se unir, de todos os setores afetados, para impedir que esse genocídio continue. Não temos outra alternativa que não seja derrotar esse projeto”, afirmou Geraldo Batata do PSTU-MG.

Desde abril, os movimentos e organizações ligadas às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo lançaram a plataforma todomundo.org para divulgar e incentivar a solidariedade em todo o Brasil. Além das atividades, a campanha também reúne propostas para mitigar os impactos econômicos e sociais causados pela pandemia.

*Editado por Luciana G. Console