MST organiza programação online para Feira da Reforma Agrária em Alagoas

Programação conta com dois seminários transmitidos ao vivo pelas redes sociais do MST

Imagem da Feira Estadual da Reforma Agrária em anos anteriores. Fotos: Gustavo Marinho

Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

Tradicionalmente realizada no mês de setembro em Maceió, a Feira da Reforma Agrária organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Alagoas, chegaria a sua 21ª edição no ano de 2020. Com as limitações impostas pela pandemia da Covid-19, o Movimento realiza hoje (25) uma série de atividades online, para marcar o período e debater com a sociedade sobre a produção de alimentos saudáveis.

A programação conta com dois seminários transmitidos ao vivo pelas redes sociais do MST. Iniciando às 10 horas, o primeiro debate “A Questão Agrária e Urbana: desafios e a luta popular no campo e na cidade”, conta com a participação do professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o geógrafo Marco Mitidiero, a coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Eliane Silva e Débora Nunes, da coordenação do MST.

No período da tarde, a atividade inicia a partir das 15 horas com mais um debate sobre as ações de solidariedade no período da pandemia, com a presença de Paulo Mansan, da Campanha Periferia Viva e do MST Pernambuco, Nicole Maria, da Casa do Congresso do Povo e da integrante do Centro de Estudos e Pesquisa Afro (CEPA) Quilombo, Sirlene Gomes.

Após a realização dos debates, a programação apresenta ainda a versão online do também tradicional Festival de Cultura Popular que, a partir das 19 horas, leva uma diversidade de atrações culturais para a transmissão ao vivo. Participam do Festival de Cultura Popular diversos artistas, entre eles o cantor Siba (SP), além dos cantores da terra Andréa Laís, Igbonam Rocha, Rogério Dyaz, Júlio Uçá, Trio Nó Cego, Banda Nação Palmares e Bento Forrozeiro, cantor assentado da Reforma Agrária na Zona da Mata de Alagoas.

Já a tradicional feira de alimentos saudáveis vindo dos acampamentos e assentamentos do MST em todas as regiões do estado, vão ficar por conta da comercialização das Cestas da Reforma Agrária, que serão lançadas durante a programação online da Feira.

“A gente não poderia passar o mês de setembro sem relembrar a ocupação que todos os anos os camponeses e camponesas fazem em Maceió com os frutos da luta pela terra”, destacou Débora Nunes, do MST. “Ainda não conseguiremos fazer a Feira como estamos acostumados e como a população de Maceió gostaria, mas esperamos em breve realizar mais uma edição desse momento de encontro entre campo e cidade”.

De acordo com Débora, mesmo com a ausência do Movimento no mês de setembro na Praça da Faculdade, local onde tradicionalmente a Feira é realizada, os agricultores e agricultoras continuam demonstrando na capital Maceió a força e a importância da Reforma Agrária e da produção de alimentos saudáveis.

“Ao longo dos últimos meses partilhamos com as periferias de Maceió cerca de 70 toneladas de alimentos vindo das roças dos homens e mulheres que fortalecem a luta pela terra e pela Reforma Agrária em Alagoas”, explicou Nunes. “A solidariedade, assim como a Feira, foi mais um local de encontro com o povo de Maceió que, por mais um ano, abraça e fortalece a luta dos Sem Terra”. 

*Editado por Fernanda Alcântara