É preciso derrubar o Governo Bolsonaro para continuar existindo

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Por Divina Lopes – MST no Maranhão
Da Página do MST

A queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, noticiada por diferentes veículos de comunicação nas últimas semanas, são sinais de que, aos poucos, a população brasileira, sobretudo quem está em situação mais vulnerável, vem se dando conta de que o aprofundamento dessa crise sem precedentes que o Brasil vive. Além disso articula a velocidade da difusão da contaminação e aumento das mortes provocadas pela Covid-19 e a relação perversa com a política genocida implementada pelo governo federal.

O governo Bolsonaro tem desenvolvido ações direcionadas para não contenção, e mais grave ainda, para disseminação da Covid-19. A população brasileira está pagando com a própria vida pela atuação criminosa dessa política que está em curso.

Diante do avanço da pandemia e do colapso do sistema público de saúde, com situações gravíssimas como é o caso do Amazonas, os profissionais de saúde têm enfrentado um verdadeiro cenário de guerra para salvar vidas de pacientes cada vez mais jovens. Estes profissionais passaram a ignorar o cansaço físico e mental, a superlotação dos leitos e a falta de infraestrutura, para atender a população que necessita de tratamento.

O caos que se instalou em Manaus produziu um sentimento de revolta nacional e tornou evidente o ato criminoso de um governo federal de um país como o Brasil, que possui ampla experiência em vacinação em massa. O páis se mantém impotente, sem priorizar a implementação de um plano sério para enfrentar o aprofundamento de uma crise sanitária que poderia ser amenizada se tivéssemos um calendário de vacinação que desse segurança de que teríamos vacina, e que ela seria disponibilizada em tempo hábil para toda a população.

Perder vidas é revoltante! A revolta popular cresceu ainda mais com o ato violento do corte do auxílio emergencial. Se em dezembro de 2020, entre aqueles com renda familiar mensal até dois salários mínimos, apenas 27% consideravam o governo Bolsonaro ruim ou péssimo, um mês depois, de acordo com os dados do Datafolha, esse número aumentou para 41% da população.

O desdém violento do presidente ao dizer que o coronavírus era “apenas uma gripezinha”, ou o ato desrespeitoso ao dizer que “todo mundo morre um dia” abriu feridas profundas em partes da população brasileira que perderam seus familiares para a Covid-19. Em 2021 atingimos a triste marca de mais 230 mil mortes no Brasil.

As medidas impopulares desse governo têm aprofundado a crise sanitária, e junto a isso, aumentado a fome, a violência, os despejos, a falta de moradia e o desemprego em massa. Uma política genocida que dissemina o vírus, o ódio, e que dia após dia, violenta e mata a população pobre, preta, indígena, camponesa, periférica, mulheres e LGBT.

Que sejamos uma multidão de revoltados contra esse governo que prioriza o capital, estimula o racismo, o machismo, a LGBTfobia, acelera o desmonte dos direitos sociais e trabalhistas, a destruição da política agrária e ambiental e a privatização dos bancos púbicos e empresas estatais, aumentando a vulnerabilidade financeira do país e ameaçando a existência dos mais vulneráveis.

Que a popularidade de Bolsonaro continue caindo… Mais ainda, que o povo compreenda que é preciso derrubar o Governo Bolsonaro para continuar existindo.

*Editado por Fernanda Alcântara