Manifestações

29M tem ações de rua e doação de alimentos em Minas Gerais

O MST demonstrou sua força e capilaridade no estado mineiro, com ações em seis regiões, exigindo vacina no braço e comida no prato
Em Belo Horizonte o recado foi nas ruas. Foto: CCJLGBT (Agatha Azevedo, Anna Romano, Beatris Duarte, Gean Gomes, Luana Borges, Ludmilla Tauany, Mari Rocha, Rafael Ferreira)

Por Geanini Hackbardt e Laura Sabino
Da Página do MST

Durante a jornada de manifestações contra o governo fascista de Bolsonaro, realizadas no último sábado (29/5), o Movimento Sem Terra demonstrou sua força e capilaridade no Estado de Minas Gerais, com a realização de ações em seis regiões do Estado, exigindo vacina no braço e comida no prato. 

No Triângulo Mineiro: em Uberaba e Uberlândia, os/as Trabalhadores/as Rurais ocuparam as ruas em defesa das universidades públicas, do Sistema Único de Saúde (SUS) e da vacina para todos. Já no Sul de Minas a mobilização foi em Alfenas, com a presença de uma comissão do Acampamento Quilombo Campo Grande. No Vale do Rio Doce, as ruas foram tomadas pelo coro Fora Bolsonaro, o ato aconteceu na Praça dos Pioneiros, ao lado da prefeitura municipal. O MST e a população da cidade cobram a abertura do hospital regional, que está há anos com as obras prontas e continua fechado, mesmo com os leitos da cidade superlotados.

Na Zona da Mata, em Visconde do Rio Branco, houve uma carreata, denunciando as atrocidades do presidente genocida. E em Juiz de Fora, o MST distribuiu uma tonelada de alimentos. Em nota, a Regional afirmou: “seguimos lutando e ajudando a alimentar as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade em tempos de genocídio implementado pelo descaso do governo criminoso”. A ação solidária foi organizada pelo MST em conjunto com o Levante Popular da Juventude, o Coletivo Vozes da Rua e a Frente Brasil Popular, que integra a campanha Periferia Viva.

Na Zona da Mata foram realizadas doações de alimentos. Foto: Dowglas Silva

Na capital mineira, o MST se fez presente. Bernadete Monteiro, da coordenação da Marcha Mundial de Mulheres e da Frente Brasil Popular, afirma que os atos do 29 de maio demonstraram que mesmo com o medo gerado pelo risco de contaminação da Covid 19, a indignação do povo se manifesta para salvar vidas, ameaçadas pelo governo genocida de Bolsonaro.

“As pessoas foram às ruas se esforçando para cumprir as medidas de restrição e com a certeza de que é preciso derrotar o projeto de morte do governo que ocupa o palácio em Brasília”, afirmou. A liderança acrescenta ainda que as manifestações do dia 29 de maio, acima de tudo, expressaram as vozes dos movimentos organizados, constituído pela parcela mais consciente do povo. “Trata-se, no entanto, de uma pequena centelha que fora acesa e que agora tende a se espalhar!”, conclui.

*Editado por Solange Engelmann