Solidariedade

Saiba como ajudar as famílias Sem Terra atingidas pelo tornado no Paraná

Diante da força de destruição causada pelo tornado, o MST organiza brigada de solidariedade às vítimas do desastre na região de Rio Bonito do Iguaçu

Mario Ribeiro que vive no acampamento Antônio Candido, em Rio Bonito do Iguaçu, teve a casa totalmente destruída. Foto: Diangela Menegazzi

Da Página do MST

O tornado que atingiu o estado do Paraná na última sexta-feira (7) deixou um rastro de destruição e dor. Além dos estragos nas áreas urbanas, diversas comunidades da Reforma Agrária foram duramente impactadas, como o assentamento Nova Geração, em Guarapuava, onde um assentado faleceu em decorrência dos ventos que chegaram a 330 km/h, em Rio Bonito do Iguaçu e a 250km/h., em Guarapuava, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O assentado José Geremias, de 53 anos era morador do assentamento Nova Geração, em Guarapuava. Ele foi uma das vítimas fatais devido o impacto do tornado ao atingir a sua moradia, na última sexta-feira (7). A passagem do tornado também deixou mais seis mortos, em Rio Bonito do Iguaçu e cerca de 835 pessoas feridas no estado, conforme o Governo do Paraná.

Em municípios como Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e o distrito de Entre Rios, em Guarapuava, o Simepar confirmou tornados de categorias F3 e F2 na escala Fujita, entre as mais fortes, capazes de destruir completamente casas, arrancar árvores pela raiz e lançar veículos pelo ar. Casas destelhadas, estruturas destruídas e famílias feriadas e desabrigadas compõem o cenário das comunidades atingidas.

Diante dessa situação, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobiliza suas brigadas de solidariedade em diferentes regiões do estado, oferecendo alimentos, abrigo e apoio às famílias afetadas. As ações reforçam a prática histórica de solidariedade entre os povos, que recentemente também se expressou no envio de brigadas de reconstrução ao Rio Grande do Sul, após as enchentes que devastaram o estado.

Casa destelhada no acampamento Antônio Conrado, em em Rio Bonito do Iguaçu. Foto: Diangela Menegazzi
Centro Comunitário foi ao chão no assentamento Nova Geração, em Guarapuava. Foto: Mirian Kunrath

Cozinhas solidárias e Centro de arrecadação de doações

Em Rio Bonito do Iguaçu, a militância da Cozinha Solidária atua na preparação de 1.000 refeições por dia, além de organizar a arrecadação de alimentos e materiais de construção.

Cozinhas Solidária conta com apoio de militantes e voluntários que preparam refeições para as famílias atingidas pelo tornado. Foto: Ednubia Ghisi

A dirigente estadual do MST no Paraná, Eliane Foss, destaca o espírito de solidariedade que tem mobilizado companheiras e companheiros de várias regiões do estado:

A gente tem um coração bom, de ser solidário com os outros, especialmente num momento como esse. Peço para que todos possam olhar uns pelos outros e ajudar.”

Centro de Solidariedade, em Rio Bonito do Iguaçu está organizando arrecadação de alimentos, roupas e materiais de construção para as famílias desabrigadas. Fotos: Danielson Postinguer

Desde o início da pandemia em 2019, o projeto Marmitas da Terra tornou-se uma das expressões mais simbólicas da solidariedade organizada pelo MST e por movimentos populares urbanos. Criado para enfrentar a fome nas periferias e garantir o direito à alimentação saudável, o projeto já distribuiu mais de 190 mil refeições solidárias, preparadas com alimentos produzidos nos assentamentos e acampamentos de Reforma Agrária Popular e com doações de diversas comunidades. A experiência consolidou uma rede permanente de apoio mútuo entre o campo e a cidade, reafirmando que a solidariedade é também uma forma de luta e de construção de outro modelo de sociedade.

Paróquia Santo Antônio, em Rio Bonito do Iguaçu também se tornou centro de referência para arrecadação de doações. Foto: Danielson Postinguer

Sérgio Reis Marques, da direção estadual do MST no Rio Grande do Sul, relembra o compromisso de retribuir o apoio recebido durante as enchentes que atingiram o estado:

“Nós passamos pela catástrofe no Rio Grande do Sul, e a primeira brigada que chegou para se somar àquela atividade de solidariedade foi uma brigada com diversos companheiros e companheiras do Paraná. Nada mais justo e necessário do que retribuir com aquilo que estamos desenvolvendo como prática solidária. Essa é a essência do MST: solidariedade como prática, como dever e, mais do que tudo, como ação de amor ao próximo.”

Participe da corrente de solidariedade. Contribua!

Foto: Danielson Postinguer

As famílias Sem Terra atingidas pelo tornado seguem precisando de apoio material e financeiro para reconstruir suas casas e garantir a alimentação e abrigo. O MST convida todas e todos a se somarem a essa rede de solidariedade ativa, referência das lutas populares em momentos de crise.

É possível doar qualquer quantia para a conta abaixou ou ir até os pontos de coleta nas cidades de Maringá, Curitiba, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul e Rio Bonito do Iguaçu, para contribuir com alimentos e material de construção:

Conta para doações em dinheiro:
Razão Social:
Associação Marmitas da Terra
CNPJ: 55.025.405/0001-76
Banco: Crehnor Laranjeiras – 350
Agência: 3001
Conta Corrente: 33506-1
Chave Pix: [email protected]

Pontos de arrecadação de alimentos e materiais de construção:

  • Maringá – Escola Milton Santos de Agroecologia. Estrada Velha para Paiçandu lote 63, Parque industrial II. Contato: (44) 99813-0449 / Cassiana
  • Quedas do Iguaçu – Comunidade Dom Tomás Balduíno, Escola Itinerante Vagner Lopes. Contato:(46) 9 9929 2939 / Andréia
  • Curitiba – Cefuria. Rua Desembargador Motta, 2791, bairro Bigorrilho, Curitiba (PR). Contato: (43) 9603-6514 / Alisson
  • Laranjeiras do Sul – Agência Crehnor Laranjeiras. Rua Coronel Guilherme de Paula, 1111, centro. Contato: (42) 98411-9800
  • Rio Bonito do Iguaçu – Agência Crehnor. Rua Guarapuava, 163, centro. Contato: (42) 98425-0013