Memória de luta
Monumento dos Sem Terra em Ronda Alta pode ser lugar de memória
Construído em homenagem aos trabalhadores rurais Sem Terra, o monumento simboliza a luta pela Reforma Agrária e a resistência de movimentos sociais no Brasil

Da Página do MST*
A centenária Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fiel ao seu histórico compromisso com a defesa da democracia e dos direitos humanos, manifesta seu apoio irrestrito ao reconhecimento do Monumento em Homenagem aos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Ronda Alta – RS, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como Lugar de Memória da Democracia, já reconhecido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania como Lugar de Memória da Ditadura Militar.
O Monumento em Homenagem aos Trabalhadores Rurais Sem Terra possui indiscutível relevância simbólica, histórica e cultural. Em sua essência, representa não apenas a memória da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais e pela Reforma Agrária no Brasil, mas também a resistência e a dignidade de movimentos sociais que desempenham papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O monumento carrega os testemunhos de um processo histórico que influenciou profundamente o desenvolvimento social e político do país. Esta localizado no município de Ronda Alta/RS, no local do acampamento da Encruzilhada Natalino e foi construído em 1989, pelo artesão Domingos Lindolfo Zanonato (nome artístico Ale Zanonato), artista plástico responsável pela execução da escultura feita com sucata de ferro, medindo 1,8 metros de altura. O local onde está a estátua se tornou um espaço de visitação permanente, sendo visitado por estudantes, pesquisadores e comunidade regional.

A preservação desse patrimônio é, portanto, de extrema importância para a manutenção da identidade e da memória coletiva brasileira, devendo ser reconhecida como parte integrante do patrimônio cultural nacional, garantindo às futuras gerações o direito de acessar e conhecer esse símbolo de luta e transformação social.
A luta por Memória, Verdade e Justiça é fundamental para a defesa da democracia, especialmente para que as novas gerações conheçam o passado e para que violências como as cometidas contra trabalhadores rurais jamais se repitam.
*Com informações da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).



