Coronel Ustra é torturador, diz Justiça de SP
O coronel reformado do exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, foi responsável pela tortura dos integrantes da família Teles, durante a ditadura civil militar, entre 1964 e 1985. Essa foi a conclusão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A sentença foi expedida pelo juiz da 23ª Vara Civil, Gustavo Santini, nesta quinta-feira (9/10). A decisão pode abrir um precedente para que se questione a interpretação da lei de anistia, que protegeria agentes do Estado responsáveis por tortura.
A ação, movida pela família Teles, pedia a responsabilização de Ustra pela tortura dos ex-presos políticos Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles e Criméia Schmidt de Almeida, que sofreram os abusos no Departamento de Operações Internas-Centro Operacional de Defesa Interna (DOI-Codi) paulista, nos anos 1970, na época, sob o comando do coronel.
Com o nome de guerra de Major Tibiriçá, Ustra reestruturou e comandou, entre setembro de 1970 e janeiro de 1974, a unidade paulista do DOI-Codi, onde, conforme levantamentos de entidades de direitos humanos, foram torturados 502 presos políticos, 40 dos quais morreram em decorrência dos abusos.



