Internacionalismo
MST participa de missão de solidariedade a Cuba e à Venezuela com líderes internacionais
Delegação com líderes de movimentos populares e partidos políticos visitará nações ameaçadas pela política de Trump

Do Brasil de Fato
De 9 a 15 de março, uma delegação, composta por líderes de movimentos populares e partidos políticos de cinco continentes, irá a Cuba e à Venezuela para prestar solidariedade aos povos desses países, ambos alvo das investidas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump.
A missão, organizada pela Assembleia Internacional dos Povos (AIP), ocorre dois meses após o bombardeio dos Estados Unidos a Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Em Cuba, a missão irá avaliar os efeitos do bloqueio de seis décadas dos EUA, recentemente intensificado pelo bloqueio energético estadunindense que impede a venda de combustível à ilha. Como consequência, a população tem enfrentado apagões e escassez de alimentos.
“Viajamos a Cuba e à Venezuela não como observadores, mas como companheiros em solidariedade”, disse João Pedro Stédile, liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante da missão. “A agressão que essas nações irmãs enfrentam é uma agressão contra todos que sonham com um mundo livre da exploração”, destaca.
Além de representantes do MST, a missão inclui integrantes do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos, do Partido Socialista da Zâmbia, do Potere al Popolo da Itália, da Articulação Continental de Movimentos Sociais e Populares (Alba Movimientos) e do Instituto Tricontinental.
“Como povo dos EUA, nossa presença carrega uma responsabilidade especial”, disse Brian Becker, do PSL. “As bombas que caíram sobre Caracas e o cerco ao povo cubano foram feitos em nosso nome, mas não com o nosso consentimento. Estamos aqui para dizer a eles que existe uma outra América que está com eles.”
Colocando a missão num contexto global, Fred M’membe, do Partido Socialista da Zâmbia, acrescenta: “o que estamos testemunhando em Cuba e na Venezuela é um ensaio geral para o Sul Global. Da Palestina ao Congo e à Zâmbia, a luta é a mesma: é a luta para controlar nosso próprio destino”.
Editado por: Luís Indriunas



