Vivência Agroecológica

Mãos Solidárias, campanha do MST, abre as portas para sua primeira vivência em São Paulo

A vivência será realizada entre os dias 30 de abril e 3 de maio, no Centro Agroecológico Paulo Kageyama, do MST

Roçado solidário feito em Pernambuco, onde o Mãos Solidárias surgiu | Foto: Moa Anjos

Da Página do MST

O Mãos Solidárias, projeto de frente urbana do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizará pela primeira vez em São Paulo uma vivência rural com o público que tem interesse em conhecer o trabalho do MST e queira fazer parte do Mãos Solidárias. O encontro acontecerá no Centro Agroecológico Paulo Kageyama, na cidade de Jarinu, a 70 quilômetros da capital, entre os dias 30 de abril e 3 de maio. 

Após a realização do 1° Encontro Nacional do Mãos Solidárias, os militantes que constroem a campanha em São Paulo entenderam que seria necessário uma mobilização e trabalho de base ainda maior nas periferias urbanas do estado. E para que isso aconteça, é fundamental que seja criado um corpo com militantes e pessoas dispostas a ajudar na construção desta frente urbana.

“O Mãos Solidárias é um projeto fundado na solidariedade dos movimentos populares durante a pandemia do Coronavírus, quando a militância do MST e dos movimentos urbanos se reuniram para ir nas periferias fazer ações de combate à fome. Agora, estamos avançando em nossa organização na cidade de São Paulo. A vivência servirá para reunir todos os apoiadores do MST e que defendem a reforma agrária para momento de preparo, plantio da terra e formação política”, explicou Igor Felippe, da Secretaria Nacional do MST.

Como funcionará a vivência?

Centro Agroecológico Paulo Kageyama (CAPK), onde será realizada a vivência | Foto: Comunicação CAPK

Durante quatro dias, as pessoas que se inscreveram previamente em nossa vivência vão experienciar o trabalho do Mãos Solidárias com debates, roçados, plantios e uma formação política para a construção de uma brigada no estado de São Paulo. O local escolhido foi o Centro Agroecológico Paulo Kageyama, local já conhecido por massificar o conhecimento sobre a agroecologia e produzir alimentos saudáveis. 

Programação

Na quinta-feira (30/04), está programada a saída do ônibus e a chegada em Jarinu durante a noite. No mesmo dia, todos serão recepcionados e alojados no local e serão apresentados a programação da vivência.

Na sexta-feira (01/05), todos vão trabalhar pela manhã coletivamente na terra: ambientando e preparando o terreno para o plantio no dia seguinte. Durante a tarde, será feita uma aula sobre a questão agrária no Brasil e a reforma agrária popular. E no encerramento do dia, uma noite cultural para que seja celebrada a 1ª Vivência do Mãos Solidárias em São Paulo.

No sábado (02/05), o plantio de alimentos saudáveis será feito por todos pela manhã. Em seguida, outra importante aula sobre projeto popular para o Brasil e educação popular. E a noite, uma confraternização para que todos possam interagir e socializar opiniões, dúvidas e pensamentos sobre a vivência.

No domingo (03/05), haverá uma assembleia final que terá como pauta o balanço do que foi a vivência, compromissos e próximos passos. Em seguida, teremos um encerramento com a apresentação da placa do Mãos Solidárias, que ficará enfincada no espaço que foi feito o plantio.

Como participar? 

Para viver essa experiência e participar do processo de construção do Mãos Solidárias em São Paulo, basta se inscrever neste formulário. Após a inscrição, a pessoa será colocada em um grupo de Whatsapp onde receberá maiores informações sobre a 1ª Vivência do Mãos Solidárias.