Cuidado com a natureza

Jornada em Defesa da Natureza e seus Povos do MST mobiliza 22 estados e o DF

Foram realizadas cerca de 30 ações, com plantio de 10 mil árvores e semeadura de 30 toneladas de sementes, entre outras atividades; envolvendo 12 mil pessoas em todo o país

Foto: MST no TO

Da Página do MST

Com o caráter de mobilização da base Sem Terra em torno de ações voltadas ao meio ambiente, atividades de cuidado com a natureza e denúncia dos financiadores e destruidores da biodiversidade, principalmente do agronegócio que tem gerado inúmeros impactados negativos nos territórios do campo e na vida dos(as) trabalhadores(as) e povos tradicionais em todas as regiões do país; entre os dias 1 a 7 de junho, o MST realizou a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos.

Com o lema: “Combater o agronegócio é cuidar da natureza!”, a Jornada contou com cerca de 30 ações em 22 estados brasileiros, mais no Distrito Federal, mobilizando aproximadamente 12 mil pessoas, entre militantes do MST e pessoas parceiras da Reforma Agrária na sociedade.

Entre as atividades, foram plantadas 10 mil árvores e semeadas 30 toneladas de sementes. Também ocorreram mutirões, espaços de debates, formação, troca de experiências e quatro ocupações de terra, em todo o país.

As ações da semana de Jornada mostraram a capacidade de mobilização do Movimento nos territórios da Reforma Agrária Popular no cuidado com a natureza. “A Jornada deste ano foi muito potente. Foram realizadas ações em quase todos os estados em que o MST está organizado. Foi um processo que segue em curso nos territórios e acumula para fortalecer a luta ambiental desde uma perspectiva popular, disputando com o modelo destrutivo do agronegócio”, resumiu Camilo Augusto, da coordenação nacional do plano nacional do MST: Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis.

Como pauta central, a Jornada promoveu ações que demonstram a necessidade real de avançar em um programa de Reforma Agrária Popular no país, que aliado à produção de alimentos saudáveis se preocupa com a preservação da natureza e os efeitos das mudanças climáticas. E conforme, Camilo, ao mesmo tempo, denunciou o agronegócio como responsável pela crise ambiental no Brasil.

“A jornada, mais que um conjunto de ações pontuais, é um processo contínuo que aprofunda a formação da consciência ambiental da nossa base e constrói as bases para avançarmos com o Plano Nacional Plantar Árvores Produzir Alimentos Saudáveis e na massificação da agroecologia, enquanto ferramentas de enfrentamento à crise ambiental e ao modelo de destruição do capital no campo”, conclui Augusto.

Confira as ações realizadas nas cinco regiões do país

Centro-Oeste

Distrito Federal e Entorno

No raiar do dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, em meio à Jornada Nacional em Defesa da Natureza e de seus Povos, cerca de 300 famílias do MST no Distrito Federal e Entorno ocuparam a Gleba 223 da Fazenda Salvia, localizada em Planaltina, em uma área com mais de 10 mil hectares. 

Na área do antigo latifúndio, agora território ocupado pelos Sem Terra, foi criado o acampamento Chico Mende, como símbolo do compromisso com a preservação ambiental e a recuperação do Cerrado. No local também foi realizado o plantio de mais de 200 mudas de espécies nativas. A Gleba 223, assim como outras áreas da Fazenda Salvia, tem sido alvo de processos de grilagem e ocupações irregulares ligadas ao avanço do agronegócio e da especulação imobiliária. Ações que têm provocado impactos socioambientais como desmatamento, uso intensivo de agrotóxicos e descaracterização da vocação agrária da região.

Mato Grosso

Na cidade de Juscimeira, houve a limpeza da Cachoeira do Prata, no assentamento Egídio Brunetto, que também recebeu uma atividade de plantio de mudas, uma caminhada e um ato político em Defesa da Natureza.

Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul recebeu o plantio de mudas de Baru e Pau-Brasil no Sítio EcoCampestre.

Goiás

No município de Formosa, o assentamento Dom Tomás Balduíno, por meio de sua juventude, realizou atividade de plantio que simbolizou a resistência do povo venezuelano, junto com atividade que exigiu a liberdade de Nicolás Maduro e Cilia Flores.

Foto: Comunicação do MST em GO

Já em Hidrolândia, famílias acampadas no acampamento Dona Neura promoveram o reflorestamento e a recuperação de nascentes, contribuindo para a preservação ambiental e a proteção dos recursos hídricos.

Rondônia 

No assentamento Madre Cristina, município de Ariquemes, as famílias Sem Terra realizam ações de construção de viveiro junto às turmas de escolas do campo e da cidade, entre os dias 03 e 05 de junho. Também foram organizados debates e noites culturais durante a semana do meio ambiente.

Região Sul

Paraná

No Paraná, foi construída uma ampla programação da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, reunindo ações de recuperação ambiental e reflorestamento em diferentes territórios. Um dos destaques foi a semeadura aérea de 30 toneladas de sementes de palmeira juçara, espécie nativa da Mata Atlântica ameaçada de extinção. Deste total, 10 toneladas foram lançadas sobre a comunidade Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu (PR), enquanto outras áreas também receberam a ação, incluindo a comunidade Herdeiros da Terra de Primeiro de Maio, em Rio Bonito do Iguaçu, e a maior Terra Indígena do estado, localizada em Nova Laranjeiras.

A comunidade quilombola João Surá, em Adrianópolis (PR), abrigou neste sábado (6) o encerramento da 4ª Jornada da Natureza, com a semeadura aérea de duas toneladas de semente da palmeira Juçara. A programação contou com atividades culturais e de educação ambiental e concluiu uma semana de trabalho de reflorestamento massivo da Mata Atlântica, iniciada no dia 1ª de junho.

Além da semeadura aérea, em Rio Bonito do Iguaçu foi realizado um mutirão para o plantio de mais de 1.700 mudas de árvores nativas, fortalecendo a recuperação de áreas historicamente degradadas pela exploração madeireira e contribuindo para a recomposição da biodiversidade local.

A semeadura da Palmeira Juçara, no Paraná. Foto: Juliana Barbosa

No norte do estado, famílias das comunidades Manoel Jacinto, Herdeiros de Porecatu, Zilda Arns e estudantes e professores da Escola Itinerante Herdeiros da Luta de Porecatu, realizam o plantio de 1.700 mudas de árvores para formação de um Sistema Agroflorestal (SAFs). A ação ocorreu no terça-feira (2), com foco na recuperação ambiental, aliada à produção de alimentos saudáveis.

Em Centenário do Sul, foram plantadas 2 mil mudas de árvores nativas em uma área degradada pelo cultivo de cana-de-açúcar. A área escolhida abriga um córrego que vinha sofrendo com a degradação ambiental, mas que já apresenta importantes sinais de recuperação graças às iniciativas de reflorestamento realizadas nos últimos anos.

Na cidade de Florestópolis os educandos(as) e educadores(as) da Escola Itinerante Semeando Saber realizaram o plantio de mudas no acampamento Zilda Arns. Foram plantas mudas frutíferas de Pitanga, Jatobá e Araçá, no pomar da escola, com a participação dos educandos(as) dos anos iniciais até o fundamental 2.

Em Guarapuava foi realizada uma oficina de proteção de fonte e o plantio de 4 mil mudas na reserva legal atingida pelo tornado e a distribuição de mudas pelo Assentamento Nova Geração.

Rio Grande do Sul

O Estado contou com uma ação de plantio de árvores no Instituto de Educação Josué de Castro, com a participação de estudantes e funcionários, realizado na quinta-feira (04).

Nordeste

Bahia

Na Bahia, ações de plantio e de educação popular ambiental ocorreram em mais de 12 locais diferentes do Estado. No dia 02 de junho, a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto realizou um ato simbólico de plantio de mudas durante o Curso Popular de Galinha Caipira.

No Extremo Sul do Estado, a Escola Anderson França, localizada no assentamento Jaci Rocha da Brigada Olga, realizou o plantio de 51 mudas. A juventude do assentamento Pau Brasil, da Brigada Olga realizou o plantio de 50 árvores nativas e o pré-Assentamento Paulo Kageyama, da Brigada Elias, realizou um mutirão com a participação de mulheres para o plantio de mudas de cacau.

Já na Regional Norte do Estado, o assentamento Nelson Mandela, Brigada Egídio Bruneto, no município de Ponto Novo (BA) organizou uma visita das crianças ao Viveiro do Território. A Escola Estadual Chico Mendes, no assentamento Vale da Conquista, em Sobradinho teve um momento de formação com as turmas dos cursos de agricultura e agropecuária, debatendo a Jornada e a importância do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis.

O Centro Integrado Florestan Fernandes, no assentamento Rio Aliança também trouxe as crianças para dialogar sobre a importância da Semana do Meio Ambiente e do cuidado com a natureza. Como parte desse momento de aprendizado e reflexão, as crianças participaram do plantio de mudas de ipê-amarelo e jacarandá-da-Bahia no entorno da escola.

A Escola Fábio Henrique, na Regional Recôncavo, na Brigada Carlos Marighela, não deixou de fazer seu papel na preservação dos recursos naturais, o fortalecimento da agricultura familiar, a produção de alimentos saudáveis e a valorização das comunidades rurais. Foram plantadas
mudas de Café, Sapoti, Jabuticaba e Cupuaçu. Na mesma Regional, o acampamento Oziel Alves, localizado no município de Alagoinhas, realizou o plantio de 30 mudas, entre Goiaba, Pau Brasil, Pitanga, Jatobá, Ipê, Jambu e Graviola.

Educandos e educandas dos cursos Técnicos em Agroecologia e Administração, do Centro de Formação Pátria Livre, no município de Barra do Choça realizaram na quinta-feira, (04), um plantio de árvores, em um ato também marcado pela memória do companheiro Valdir, assentado que teve a vida ceifada por um acidente de Moto.

Por fim, no assentamento Pedra Bonita da Brigada Maria Soares, ocorreu o plantio de 12 mil mudas nativas, em 15 hectares de reflorestamento em áreas degradadas no município de Mucuri, também no Extremo Sul. Entre as mudas, se encontram Boleira, Aroeira, Murici, Cinco folhas, Embaúba, Ingá costela de vaca, Cedro, Ipê amarelo, entre muitas outras.

Sergipe

No Estado foram plantadas cerca de 500 mudas, fortalecendo o compromisso coletivo com a recuperação ambiental, a agroecologia e a defesa dos territórios e dos povos. A ação reuniu um grupo intersetorial formado pela juventude, produção e organizações populares comprometidas com a preservação ambiental e a construção de um futuro sustentável.

Paraíba

No dia 04 de junho, foram plantadas e distribuídas mais de 100 mudas de árvores nativas em Muçumagro. O trabalho se concentrou nas imediações da Unidade de Saúde (USF) do Muçumagro e também distribuiu mudas aos moradores da região.

Foi realizada também uma ação coletiva de plantio e inauguração do 2° viveiro do projeto NOAH no estado da Paraíba, em homenagem ao companheiro Valmir Rodrigues Chaves de São Paulo, conhecido como Bill. A atividade foi um momento de integração entre a escola Paulo Freire e o Assentamento Oziel Pereira, fortalecendo os laços de cooperação, pertencimento e compromisso com a construção de um futuro mais justo e sustentável.

Piauí

O assentamento Malhada Inca fez uma ação de plantio organizado pela juventude do território. Também foi realizado o plantio de mudas, próximo de encosta de riacho, com os Sem Terrinha.

Alagoas

Na quarta-feira (03), foi realizado o plantio de mudas nativas e frutíferas no acampamento Feliz Deserto, em Joaquim Gomes (AL), fortalecendo o compromisso com a preservação ambiental e a solidariedade ao povo venezuelano, a Nicolás Maduro e Cilia Flores, sequestrados pelos Estados
Unidos em janeiro deste ano.

Ainda na quinta (04), as famílias do acampamento Marielle Franco, em Atalaia (AL), realizaram um mutirão de limpeza e cuidado das mudas plantadas no entorno do acampamento. As famílias do acampamento São José, também em Atalaia (AL), trabalharam em mutirão no cuidado de seu território.

Em Mata Grande, um mutirão de plantio de sementes no assentamento Roseli Nunes foi feito no viveiro do assentamento, fortalecendo a produção de espécies nativas e frutíferas e o cuidado coletivo com a natureza. Recém construído, o viveiro inicia suas primeiras atividades com o plantio de sementes voltadas para a Caatinga e o Sertão.

Maranhão

No acampamento Salete Moreno, a defesa da natureza se transforma em ação coletiva. Adultos, crianças, jovens e idosos se uniram para o plantio de árvores, reafirmando o compromisso com a preservação ambiental, a recuperação da terra e a construção de um futuro mais sustentável.

Ceará

Ocorreram atividades de plantio de árvores dentro do SAF, na Escola Francisco Barro, em Itarema, com os alunos de agroecologia que fizeram a Ilha da Fertilidade, um tipo de mandala com várias espécies de mudas. Além disso debaixo do Cajueiro do Saber, foi promovido o debate sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente.

No assentamento Todos os Santos em Canindé/CE, ocorreram atividades de coleta de sementes do Bioma Caatinga para a produção de mudas e recuperação de APP do Assentamento.

Pernambuco

Foto: MST no PE

Como parte da Jornada Nacional da Natureza, entre os dias 04 e 05 de junho, os(as) assentados(as) da Reforma Agrária dos assentamentos Luíza Ferreira e Chê Guevara, localizados na Região Metropolitana do Recife realizaram um mutirão de implantação de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos, através da Metodologia Camponês a Camponês. 

A atividade, ocorreu no Lote da assentada Maria da Hora, no município de São Lourenço da Mata, onde foram plantadas várias mudas frutíferas como Laranja, Limão, Manga, Coco, Café, Jabuticaba, Banana, além das espécies adubadeiras como Gliricídia e Feijão de porco. O sistema também adotou o plantio de culturas de ciclo médio com macaxeira, milho e abóbora, e culturas de ciclo curto como hortaliças. A atividade contou com apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), unimos forças através do conhecimento científico e popular na construção da soberania alimentar.  

No sábado (06), famílias assentadas do assentamento José Marlúcio, localizado no município de Caruaru, realizaram o plantio de 30 árvores. Já no assentamento Resistência, no município de Riacho das Almas, foram plantadas 25 árvores, totalizando 55 mudas plantadas entre os dois assentamentos. A iniciativa reforça a importância do cuidado com o meio ambiente nas áreas de Reforma Agrária. Em Caruaru também foi realizada uma ocupação de terra, em João Bila.

No dia 5 de junho, Sem Terrinhas do acampamento General Abrir e Lima, no município do Cabo de Santo Agostinho, participaram de atividades de conscientização ambiental e ação de plantio de mudas nativas da Mata Atlântica. O acampamento está localizado no território histórico das Ligas Camponesas, e o cuidado com nossos bens comuns para futuras gerações é manter viva a luta pela terra com produção de alimentos saudáveis.

Na última sexta-feira (05) e sábado (06), famílias Sem Terra de acampamentos e assentamentos da região de Araripe, participaram de um Encontro Regional do MST, realizado na Escola Municipal Joaquim Manoel da Silva, em Ouricuri (PE). Durante a atividade foram plantadas e distribuídas 15 mudas de árvores nativas e frutíferas, dentre elas: manga, caju, urucum, barriguda e mulungu.

Também foi realizado um plantio de árvores em um acampamento do MST, localizado no município de São Lourenço da Mata.

O Coletivo LGBTI+ Sem Terra da Regional Mata Sul realizou atividade de formação, diálogo e fortalecimento da luta pela diversidade nos territórios da Reforma Agrária Popular. A ação aconteceu na Associação dos Moradores do Assentamento Alegre I, no município de Gameleira, como parte das atividades do 17 de Maio – Dia Internacional de Combate à LGBTfobia. O encontro foi marcado por roda de conversa, troca de experiências e debate sobre experiência na Venezuela, com companheiro que integrou a Brigada Internacionalista no país. A atividade ocorreu em dialogo com a Jornada da Natureza, fortalecendo a luta contra o avanço do agronegócio e reafirmando o compromisso com o cuidado da terra e da vida.

Rio Grande do Norte

Na noite da sexta-feira (05), cerca de 200 famílias Sem Terra ocuparam a fazenda Cariri, no município de Pendências, às margens da RN-118. A fazenda Cariri possui aproximadamente 900 hectares e ficou conhecida pela produção de camarão em viveiros. 

A ocupação denuncia a concentração fundiária e reafirma a luta histórica do MST pelo direito à terra, ao trabalho e à soberania alimentar. A área encontra-se há anos em estado de abandono, sem cumprir sua função social, enquanto centenas de famílias trabalhadoras seguem sem acesso à terra para produzir e viver com dignidade. As famílias reivindicam que o local seja destinado para Reforma Agrária, garantindo as condições para a produção de alimentos e geração de renda e vida.

Região Amazônica

Rondônia

No estado, uma atividade com os Sem Terrinha realizou o preenchimento das sacolinhas do projeto restaura, contando com a colaboração dos estudantes da Escola Henrique Dias e da AMAAR (Associação de Mães de Autistas de Ariquemes). O objetivo no uso dessas sacolinhas e recipientes é garantir a germinação e o crescimento inicial de espécies nativas (como castanha, pupunha e açaí) para o cultivo em áreas degradadas.

Pará

Como parte das atividades da Jornada da Natureza, no dia Mundial do Meio Ambiente (05), cerca de 30 famílias assentadas realizaram o plantio de árvores no assentamento Dalcídio Jurandir, município de Eldorado do Carajás.

Tocantins

Neste domingo (07), as famílias do MST realizam ações em defesa do meio ambiente que marcaram a Jornada da Natureza, no território do pré-assentamento Beatriz Bandeira, no município de Marianópolis, localizado no coração do agronegócio na APA Cantão, território de conflito, banhado por agrotóxicos e a única floresta de pé na região.

Foto: MST no TO

Na madrugada desta segunda-feira (08), mais de 60 famílias do MST ocuparam o Lote 13 do PA Retiro, em Porto Nacional. A ação faz parte da Jornada da Natureza e seus Povos, retomando uma área de terra pública da União que já foi destinada por lei à Reforma Agrária Popular. A ocupação é legítima e amparada pelo próprio Poder Judiciário. O processo legal (Autos nº 0003094-69.2012.4.01.4300, da 2ª Vara Federal do Tocantins) já transitou em julgado, confirmando a reintegração definitiva da posse ao INCRA.

Acre

Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente e como parte da Jornada Nacional da Natureza, na sexta-feira (05), trabalhadores(as) Sem Terra participaram de uma atividade no Parque Centenário, em Brasiléia, com o plantio de espécies do bioma amazônico, como castanheiras, seringueiras e outras árvores nativas, reafirmando o compromisso com a preservação da floresta e a defesa da vida.

Após o plantio, a delegação do MST visitou o Parque Wilson Pinheiro, em Epitaciolândia (AC), sendo recebida pela Secretária Municipal de Meio Ambiente e pela equipe responsável pelo espaço. O momento possibilitou a troca de experiências sobre a preservação ambiental e fortalecimento de iniciativas voltadas ao cuidado com a natureza e seus povos.

Região Sudeste

Rio de Janeiro

A Serra da Misericórdia, na Penha, Zona Norte, recebeu mudas divididas em três mutirões de plantio. O local recebeu mudas de palmeira juçara, assa-peixe e outras espécies da Mata Atlântica.

Em Campos dos Goytacazes, a atividade foi no assentamento Zumbi dos Palmares, com o plantio e o cuidado do território. Também ocorreu um plantio de mudas no assentamento Irmã Dorothy, no Sul Fluminense.

São Paulo

O assentamento Cachoeirinha realizou o plantio simbólico de mudas de árvores, reafirmando o compromisso da famílias assentadas com a preservação ambiental, a recuperação da natureza e a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na produção de alimentos saudáveis e no respeito aos povos do campo.

Já o assentamento Dandara realizou uma discussão coletiva sobre o programa de Aquisição de Alimentação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a organização dos projetos e avaliação do programa. Além disso, um plantio foi feito no espaço comunitário, iniciando a construção de um SAF com 60 mudas de árvores nativas e frutíferas.

Ato contra a implantação de um Incinerador no bairro de Perus, São Paulo. Foto: Welberty Gordon

Na Capital, diversos encontros foram realizados na Comuna da Terra Irmã Alberta, reunindo uma coalizão de movimentos sociais do campo e da cidade, com povos indígenas, quilombolas, camponeses, movimento dos catadores de recicláveis, Movimento dos Sem Teto (MTST), entre outros, na luta contra a implantação de um Incinerador no bairro de Perus. O ato ocorreu no sábado (60), pela manhã em Perus, com o plantio simbólico de mudas de Araucária, como símbolo de resistência do território contra o incinerador e denúncia ao racismo ambiental cometido pelo prefeito de São Paulo e pelo governador do Estado.

Minas Gerais

Nos dias 02 e 03 foi realizada uma atividade no Viveiro de Mudas do Norte de Minas, com crianças e adolescentes da Escola Estadual João Miguel Teixeira de Jesus, do assentamento Estrela do Norte e das comunidades vizinhas.

A atividade teve como objetivo repassar aos alunos o processo de produção de mudas do Viveiro, desde a semente até o plantio. Foram apresentados todos os passos da produção: escolha correta do recipiente; diferentes tipos de sementes; adubação; ambiente ideal para desenvolvimento das mudas e transplantio. Os alunos também conheceram toda a estrutura do viveiro e as espécies que estão sendo produzidas atualmente.

Ao final da atividade, foram doadas 170 mudas de Pitomba, árvore frutífera, e Moringa, espécie nativa, para cada aluno e professor presente. Todos receberam orientações sobre os cuidados com as mudas e o passo a passo para o plantio correto no quintal de casa.

*Os números e dados deste balanço foram compilados a partir de diversos textos e informações fornecidos pelos estados até às 18h do dia 08/06/2026. Novos dados serão adicionados à reportagem de acordo com as atualizações das atividades da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos.