Educação do Campo: desafios e perspectivas

“O Movimento Sem Terra tem apontado na educação do campo um método de luta social contra o capital e de conscientização dos indivíduos da classe trabalhadora”.

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Fotos: Gleiton Guima 
 

 

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

“Cabe a nós fazermos da escola, que é uma instituição preocupada com o saber cientifico, um espaço de socialização do conhecimento”, explica Paulo José Orso, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), ao participar da mesa “Educação e Luta de Classes-Concepção e Propostas Pedagógicas”, na desta última sexta-feira (27), no 19º Encontro Estadual dos Educadores e Educadoras do MST, em Salvador.

Com o objetivo de construir um espaço que problematize o atual momento político e aponte os desafios e perspectivas que os educadores do MST possuem com o debate da educação do campo na Bahia, Orso dividiu a mesa com Celi Taffarel, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde destacou o papel da pedagogia socialista como um processo crucial para o fortalecimento da luta popular.

“O Movimento Sem Terra tem apontado na educação do campo um método de luta social contra o capital e de conscientização dos indivíduos da classe trabalhadora, para o processo de humanização igualitária e de luta na sociedade”.

“Temos grandes desafios em torno da educação do campo nesta conjuntura de retrocessos e implementação de um projeto que deslegitima os nossos direitos. O primeiro deles é pensar como avançamos em nosso horizonte histórico, para que possamos beber dos processos revolucionários em todo mundo e o papel que a educação obteve no trabalho de base e na formação das massas”, explicou Taffarel.

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Celi Taffarel

Nesse sentido, Orso acredita que educar é criar condições de intercâmbio entre os indivíduos que teorizem e pratiquem os seus aprendizados. “Precisamos fazer disso um desafio nosso, para que transformemos a educação e o ensino em uma forma, que por meio dele, consigamos compreender e ler o mundo, que por meio da escola tenhamos a consciência de classe”.

Com o levantamento e sistematização dessas questões o encontro construiu uma plataforma que organiza um plano, com foco nos processos pedagógicos, para aglutinar experiências e formulações dos processos de luta enfrentados pelo MST na defesa de uma educação pública, popular e socialista.