Companheira Maria de Meira deixa saudade para toda militância

“As flores não morrem, as pedras não morrem, e as Marias também não morrem. Ficam na eternidade por sua beleza, resistência e ternura".

Da Página do MST

É com pesar, que o MST de Rondônia comunica a partida da companheira Maria Lopes de Meira, vítima da pandemia da covid-19.

Dona Maria foi vítima da covid-19.
Foto: Divulgação MST/RO

Dona Maria, como era chamada, faz parte das famílias que entraram na luta na década de 1990 com seu finado companheiro Júlio, três filhos e uma filha, se somando ao acampamento Novo Amanhecer.

Ela é uma pessoa difícil de definir em poucas palavras, mas sem sobra de dúvida as palavras pertença, solidariedade e perseverança retratam um pouco do que ela significa para a luta pela terra em Rondônia.

Uma pessoa, que ao longo de sua vida sempre fez questão de participar das mais diferentes lutas do MST e das mais variadas formas. formas. Dona Maria era aquele tipo de pessoa que, ao chegar nas marchas, nos encontros ou em outras formas de ajuntamento de gente, tinha como primeiro ato distribuir sempre com um largo sorriso, abraços ao maior número de pessoas que ela podia. Fazia questão de nos atualizar de como estava a vida no assentamento, ressaltando quando preciso os problemas, mas também falava das belezas de suas plantações e da vida boa que lá levava, e sem pretensão reafirmava seu compromisso com nossa organização, ao ofertar tudo o que tinha conquistado para as lutas futuras.

Natural da cidade de Malacacheta em Minas Gerais, dona Maria tinha 70 anos e deixa três filhos, uma filha, cinco netas e um neto e muita saudade para toda nossa militância.

O MST de Rondônia, estende aos familiares um carinhoso abraço e toda solidariedade.  

“… Ela ficara na eternidade, por sua beleza, resistência e ternura”

Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Estado de Rondônia

*Editado por Solange Engelmann