9ª Feira Estadual da Reforma Agrária apresenta a diversidade produzida nos territórios da Bahia

Com cerca de 60 toneladas de alimentos, a Feira Estadual destaca a força da produção dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária

Foto: Maria Eloisy

Por Viviane Moreira/ Coletivo de comunicação do MST
Da Página do MST

A 9ª Feira Estadual da Reforma Agrária que aconteceu de 11 a 13 de junho de 2026, em Salvador,  reuniu agricultores e agricultoras de diferentes territórios da Bahia, demonstrando a potência da produção dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária no estado baiano.

Simone Souza, da Coordenação Nacional do MST da Bahia, destacou que a expectativa inicial era a comercialização de 50 toneladas de alimentos. No entanto, essa marca foi superada, alcançando cerca de 60 toneladas, resultado da ação coletiva e da diversidade produtiva construída nos territórios. Além disso, 2 toneladas de alimentos foram doadas para a Comunidade Franciscana de Salvador, reafirmando o compromisso solidário do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST.

Foto: Maria Eloisy

A Feira Estadual apresentou uma ampla variedade de produtos, entre eles alimentos in natura, processados, fitoterápicos e artesanato, evidenciando a riqueza da produção camponesa e agroecológica.

A atividade também contou com a presença de representantes de secretarias do governo estadual e federal, como a SEADES, SDR, SEPROMI, SPM, SHIS, Secretaria de Educação, além de órgãos como INCRA e MDA/CONAB, reforçando a importância das políticas públicas para o fortalecimento da Reforma Agrária e da produção de alimentos saudáveis.

A Feira Estadual se consolida como espaço de interação entre campo e cidade, aproximando agricultores e agricultoras da população urbana. A programação inclui mesas temáticas que possibilitaram o debate sobre questões étnico-raciais, agroecologia, educação e a importância da produção de alimentos saudáveis.

Reafirmamos que a feira não se restringe a comercialização, é um espaço de construção política, de fortalecimento da Agroecologia e de defesa de um projeto de sociedade comprometido com a soberania alimentar. A atividade se encerra com o sentimento de dever cumprido, ao garantir à população o acesso a alimentos saudáveis e fortalecer o diálogo com a sociedade. Até o ano que vem!

*Editado por Fernanda Alcântara