Educação pública
MST na BA realiza Encontro de Educadoras(es) em defesa da Educação do Campo
Atividade ocorre em Salvador e conta com espaço de formação, reflexão, troca de experiências e organização coletiva, reafirmando o direito à educação pública em territórios de Reforma Agrária

Por Coletivo Terra, Raça e Classe do MST
Da Página do MST
Na manhã desta quinta-feira (13), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia deu início ao 26º Encontro Estadual de Educadoras e Educadores do MST. Realizado de forma coletiva pelo setor de Educação do Movimento e construído por muitas mãos, o encontro reúne mais de 300 educadoras e educadores, militantes e trabalhadoras e trabalhadores da educação que atuam nas áreas de Reforma Agrária de diferentes regiões do estado.
A atividade segue até este sábado (15), na Escola Parque, em Salvador. Com o tema “Escola é vida na comunidade: a força da Educação do Campo e os desafios contra o fechamento das escolas”, o encontro se constitui como um espaço de formação, reflexão, troca de experiências e construção coletiva, reafirmando a defesa do direito à educação pública e de qualidade nos territórios de Reforma Agrária.
Durante os três dias de programação, educadoras e educadores do MST se reúnem para aprofundar os debates sobre a Educação do Campo, seus desafios e suas perspectivas, fortalecendo a compreensão da escola como espaço de vida, produção de conhecimento, organização e transformação social nas comunidades, acampamentos e assentamentos.


A programação do encontro reúne diferentes debates relacionados aos desafios atuais da educação e às experiências construídas pelo MST nos territórios. Entre os temas estão a conjuntura agrária, política e educacional nacional; a Educação do Campo e a Matriz Curricular da Educação do Campo para a Rede Estadual; e o Novo Pronacampo, sua construção coletiva e a efetivação da política nos territórios.
Também integram a programação as discussões sobre “A construção da agroecologia na Educação Básica: reflexões a partir das práticas educativas do MST e do Plano Nacional do MST: Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, além do debate sobre como seguir avançando na implementação da agroecologia nas diferentes frentes da Educação do MST.
Outro eixo de discussão será o diagnóstico do fechamento das escolas do campo, tema que atravessa diretamente a luta pela permanência das comunidades e pela garantia do direito à educação nos territórios de Reforma Agrária.
O encontro também conta com espaços de debate sobre os avanços e desafios na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sobre a educação em tempo integral, e suas articulações com o trabalho enquanto princípio educativo.
Fidel Castro e a educação como instrumento de transformação
A abertura do encontro também foi marcada pela lembrança do centenário de nascimento do comandante cubano Fidel Castro, celebrado neste 13 de agosto. Durante a mesa de abertura, foi destacada a experiência cubana de enfrentamento ao analfabetismo e a contribuição de Fidel para a construção de processos de educação popular. “Fidel foi um educador da revolução e um grande exemplo para nós”, afirmação realizada durante a mesa de abertura.
A referência à experiência cubana integra o debate sobre o papel da educação na transformação social e na construção de processos formativos vinculados à organização popular e à luta por direitos.
Ao longo dos três dias, o 26º Encontro Estadual de Educadoras e Educadores do MST busca fortalecer a unidade entre os diferentes sujeitos que constroem a educação nos territórios de Reforma Agrária e reafirmar a importância da escola como parte fundamental da vida das comunidades.
“Escola é vida na comunidade”. Mais do que o tema do encontro: essa é uma afirmação necessária na defesa dos espaços educativos do campo, ao enfrentar o fechamento das escolas e continuar construindo uma educação vinculada à realidade, à cultura, ao trabalho, à agroecologia e à luta dos povos do campo.
*Editado por Solange Engelmann



