Nota de Solidariedade
Solidariedade à professora Zara Figueiredo
Nota Pública do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem à público manifestar solidariedade à Professora Zara Figueiredo, Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/MEC), que sofreu ataques racistas pelas redes sociais em razão de sua atuação pública na defesa da igualdade racial e dos direitos humanos, em pleno mês em que celebramos o Dia internacional da Mulher Negra latinoamericana e caribenha e o Dia nacional de Tereza de Benguela, mês que tem sido marcado pela referência e contribuição de mulheres negras na nossa história.
Lembramos que criminosos racistas privilegiam, como alvo de seus ataques racistas e misóginos, mulheres, já que se sentem confortáveis pelos dispositivos simbólicos e sociais que o patriarcado e o machismo lhes conferem.
Conhecemos o padrão recorrente dessas agressões, que tentam abalar a autoestima, inferiorizar e reduzir as mulheres a padrões sociais para silenciá-las e anular o profissionalismo, a experiência e a sua relevância política e social nos debates públicos. Os ataques criminosos desferidos contra a professora Zara no exercício de sua função como Secretária de Estado revelam o incômodo que
criminosos misóginos racistas sentem quando as mulheres negras estão em espaço de poder.
O MST sabe a importância do trabalho que a Secretária Zara vem realizando na promoção de políticas públicas educacionais inclusivas, de valorização da diversidade cultural e democrática, que impactam sobremaneira no processo de transformação das desigualdades sociais e raciais que estruturam a sociedade brasileira. Portanto, não toleramos os ataques misóginos racistas e manifestamos nossa total solidariedade à Professora Zara Figueiredo!
Reafirmamos o nosso compromisso no enfrentamento às violências, em especial contra as mulheres, e a nossa determinação na construção da Reforma Agrária Popular, que significa construir a sociedade livre do racismo, do sexismo, do machismo e da exploração.
MST, enfrentar as violências, ocupar e organizar!
Lutar, construir Reforma Agrária Popular!



