Educação do Campo
No Ceará, MST realiza 16º Encontro Estadual de Educadores da Reforma Agrária
Atividade acontece de 21 a 24 de julho de 2026, na Escola do Campo Nazaré de Sousa Flor, no Assentamento Maceió, em Itapipoca, e reúne educadores para debater os desafios da educação do campo, o fechamento de escolas e estratégias de resistência

Por Flaviana Alencar e Aline Oliveira
Da Página do MST
De 21 a 24 de julho de 2026, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza o 16º Encontro Estadual de Educadores e Educadoras das Áreas de Reforma Agrária do Ceará. A atividade acontece na Escola do Campo Nazaré de Sousa Flor, no assentamento Maceió, em Itapipoca, e reúne educadores, gestores, representantes da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc) e militantes do coletivo de educação do Movimento.
Com o lema “Por uma educação pública e popular, contra o fechamento de escolas no campo e na cidade”, o encontro propõe reflexões sobre temas centrais da realidade educacional brasileira, como o fechamento de escolas, o projeto do capital para a educação do campo, a conjuntura agrária, política e educacional, o Plano Nacional de Educação e a Jornada Nacional de Educação de Jovens e Adultos. A programação também inclui oficinas, planejamento, jornada socialista e noite cultural.

O objetivo é atualizar a análise da conjuntura política, agrária e educacional, fortalecer a formação política do coletivo de educadores e educadoras da Reforma Agrária e reforçar o processo organizativo do setor de educação do MST no Ceará. O encontro também pretende aprofundar o debate sobre o projeto de educação defendido pelo capital e sobre as estratégias de resistência da classe trabalhadora, além de apresentar a experiência do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) como referência para ampliar o acesso à educação nas redes municipais.
Para Samuel Soares, o encontro fortalece a organização do trabalho docente.
Esse encontro contribui para a organização e o planejamento de um trabalho docente crítico. Ele ajuda os educadores a compreenderem melhor a realidade política, material e ideológica que atravessa o campo e a vida da classe trabalhadora. No dia a dia das escolas, é importante relacionar a totalidade com a realidade dos estudantes. Isso fortalece a práxis e a formação omnilateral. Espero contribuir nas oficinas, nas tarefas das regiões e nos momentos de fala”.

Andréia Castro, militante do MST e da coordenação do setor de educação no estado, destacou a importância política da atividade.
Esse encontro atualiza a conjuntura política, agrária e educacional e fortalece a formação político-pedagógica do setor de educação. Ele também reforça a organização nas regiões, nas brigadas, nos assentamentos e acampamentos. É um momento importante para conhecer o novo Pronacampo e pensar sua implementação nos municípios. Também é uma tarefa nossa defender a educação pública, garantir as escolas do campo e enfrentar o fechamento de unidades nos territórios”.
Segundo ela, o debate sobre o Pronacampo também precisa chegar às redes municipais e às escolas das comunidades.“Precisamos levar essa discussão às secretarias municipais de educação, às nossas escolas e aos territórios. Fortalecer o Pronacampo é fortalecer a educação do campo. Precisamos sair daqui unidos, organizados e firmes na luta contra os retrocessos na educação dos nossos territórios.”
O encontro estadual faz parte da estratégia do MST de fortalecer a educação como instrumento de formação, organização e luta social nas áreas de Reforma Agrária Popular.



*Editado por Fernanda Alcântara



