Encontro nacional fortalece agroecologia em 18 escolas do MST
Participaram professores, gestores e coletivos nacionais do MST; experiências apresentadas mostram escolas com campos produtivos, SAFs e criação animal integrada ao currículo

Da Página do MST
Realizado entre os dias 21 e 23 de agosto, o Seminário Agroecologia nas Escolas de territórios da Reforma Agrária aconteceu na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB), no município de Prado, Bahia, com o objetivo de sistematizar a agroecologia e a cooperação na constituição do projeto educativo das 18 escolas participantes, que vieram dos estados do RS, PR, SP, MG, ES, MS, CE, PI, BA, RN e PA.
O Seminário também contou com a participação do Coletivo Nacional do Plano Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, do Coletivo de Digitalização do MST e da Editora Expressão Popular, que puderam realizar a interlocução direta com professores e gestores e refletir sobre os desafios concretos, além de construir proposições para o fortalecimento dos campos experimentais produtivos, da tecnologia digital e de como potencializar o vínculo e o acervo da editora.

As experiências apresentadas destacam-se pelo enraizamento das escolas na comunidade, a partir da vida concreta das famílias, da articulação entre o currículo e a implantação de campos produtivos que fomentam a diversificação de culturas e o manejo ecológico, a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e de criação animal integrada, que estruturam os espaços pedagógicos das escolas. Além do valor pedagógico, algumas dessas atividades geram autossuficiência alimentar, agregação de valor e dinamização econômica nos territórios.
No centro das reflexões, destacou-se a escola como força viva e estratégica na permanência das famílias, crianças e jovens no campo, na formação para a emancipação humana e nos cuidados com a natureza, bem como na articulação direta da escola com os processos de produção, geração de renda e fomento à cooperação nos assentamentos e acampamentos.
Em meio aos tantos desafios colocados no fazer educativo, sai fortalecido o compromisso de seguir multiplicando as sementes da agroecologia, da cooperação e da educação popular por todo o país, para a formação, organização popular e no trabalho de base para o fortalecimento da Reforma Agrária Popular.

*Editado por Fernanda Alcântara



