Solidariedade
Saiba como ajudar as famílias Sem Terra atingidas pelo tornado no Paraná
Diante da força de destruição causada pelo tornado, o MST organiza brigada de solidariedade às vítimas do desastre na região de Rio Bonito do Iguaçu

Da Página do MST
O tornado que atingiu o estado do Paraná na última sexta-feira (7) deixou um rastro de destruição e dor. Além dos estragos nas áreas urbanas, diversas comunidades da Reforma Agrária foram duramente impactadas, como o assentamento Nova Geração, em Guarapuava, onde um assentado faleceu em decorrência dos ventos que chegaram a 330 km/h, em Rio Bonito do Iguaçu e a 250km/h., em Guarapuava, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O assentado José Geremias, de 53 anos era morador do assentamento Nova Geração, em Guarapuava. Ele foi uma das vítimas fatais devido o impacto do tornado ao atingir a sua moradia, na última sexta-feira (7). A passagem do tornado também deixou mais seis mortos, em Rio Bonito do Iguaçu e cerca de 835 pessoas feridas no estado, conforme o Governo do Paraná.
Em municípios como Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e o distrito de Entre Rios, em Guarapuava, o Simepar confirmou tornados de categorias F3 e F2 na escala Fujita, entre as mais fortes, capazes de destruir completamente casas, arrancar árvores pela raiz e lançar veículos pelo ar. Casas destelhadas, estruturas destruídas e famílias feriadas e desabrigadas compõem o cenário das comunidades atingidas.
Diante dessa situação, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobiliza suas brigadas de solidariedade em diferentes regiões do estado, oferecendo alimentos, abrigo e apoio às famílias afetadas. As ações reforçam a prática histórica de solidariedade entre os povos, que recentemente também se expressou no envio de brigadas de reconstrução ao Rio Grande do Sul, após as enchentes que devastaram o estado.


Cozinhas solidárias e Centro de arrecadação de doações
Em Rio Bonito do Iguaçu, a militância da Cozinha Solidária atua na preparação de 1.000 refeições por dia, além de organizar a arrecadação de alimentos e materiais de construção.

A dirigente estadual do MST no Paraná, Eliane Foss, destaca o espírito de solidariedade que tem mobilizado companheiras e companheiros de várias regiões do estado:
A gente tem um coração bom, de ser solidário com os outros, especialmente num momento como esse. Peço para que todos possam olhar uns pelos outros e ajudar.”


Desde o início da pandemia em 2019, o projeto Marmitas da Terra tornou-se uma das expressões mais simbólicas da solidariedade organizada pelo MST e por movimentos populares urbanos. Criado para enfrentar a fome nas periferias e garantir o direito à alimentação saudável, o projeto já distribuiu mais de 190 mil refeições solidárias, preparadas com alimentos produzidos nos assentamentos e acampamentos de Reforma Agrária Popular e com doações de diversas comunidades. A experiência consolidou uma rede permanente de apoio mútuo entre o campo e a cidade, reafirmando que a solidariedade é também uma forma de luta e de construção de outro modelo de sociedade.

Sérgio Reis Marques, da direção estadual do MST no Rio Grande do Sul, relembra o compromisso de retribuir o apoio recebido durante as enchentes que atingiram o estado:
“Nós passamos pela catástrofe no Rio Grande do Sul, e a primeira brigada que chegou para se somar àquela atividade de solidariedade foi uma brigada com diversos companheiros e companheiras do Paraná. Nada mais justo e necessário do que retribuir com aquilo que estamos desenvolvendo como prática solidária. Essa é a essência do MST: solidariedade como prática, como dever e, mais do que tudo, como ação de amor ao próximo.”
Participe da corrente de solidariedade. Contribua!

As famílias Sem Terra atingidas pelo tornado seguem precisando de apoio material e financeiro para reconstruir suas casas e garantir a alimentação e abrigo. O MST convida todas e todos a se somarem a essa rede de solidariedade ativa, referência das lutas populares em momentos de crise.
É possível doar qualquer quantia para a conta abaixou ou ir até os pontos de coleta nas cidades de Maringá, Curitiba, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul e Rio Bonito do Iguaçu, para contribuir com alimentos e material de construção:
Conta para doações em dinheiro:
Razão Social: Associação Marmitas da Terra
CNPJ: 55.025.405/0001-76
Banco: Crehnor Laranjeiras – 350
Agência: 3001
Conta Corrente: 33506-1
Chave Pix: [email protected]
Pontos de arrecadação de alimentos e materiais de construção:
- Maringá – Escola Milton Santos de Agroecologia. Estrada Velha para Paiçandu lote 63, Parque industrial II. Contato: (44) 99813-0449 / Cassiana
- Quedas do Iguaçu – Comunidade Dom Tomás Balduíno, Escola Itinerante Vagner Lopes. Contato:(46) 9 9929 2939 / Andréia
- Curitiba – Cefuria. Rua Desembargador Motta, 2791, bairro Bigorrilho, Curitiba (PR). Contato: (43) 9603-6514 / Alisson
- Laranjeiras do Sul – Agência Crehnor Laranjeiras. Rua Coronel Guilherme de Paula, 1111, centro. Contato: (42) 98411-9800
- Rio Bonito do Iguaçu – Agência Crehnor. Rua Guarapuava, 163, centro. Contato: (42) 98425-0013



