Luta pela terra
MST no RS inicia vigília no Incra e cobra respostas sobre áreas para a Reforma Agrária
Sem Terra cobram o reassentamento de famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024 e o assentamento de famílias acampadas no estado

Por Katia Marko
Da Página do MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul iniciou uma vigília na sede da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na manhã desta sexta-feira (13).
O Movimento cobra o reassentamento de famílias atingidas pelas enchentes de maio de 2024 e o assentamento de famílias acampadas no estado.
“Nosso objetivo central no RS é pressionar por uma reunião entre o Incra nacional e a Casa Civil do estado para viabilizar o repasse de áreas estaduais ao órgão federal em troca do assentamento das famílias”, destacou a dirigente estadual do MST Carla Camila Marques.


A mobilização ocorre após uma ocupação liderada por cerca de 500 mulheres em uma área de 400 hectares da extinta Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em São Gabriel, na última segunda-feira (9). Imagens do local mostram que as instalações da área estão degradadas, com entulhos de demolição e mato alto.
Após a desocupação da área em São Gabriel, uma comissão foi recebida pelo secretário do Desenvolvimento Rural do estado, Gustavo Paim, com a participação do superintendente do Incra no RS, Nelson Grasselli, e o deputado estadual Adão Pretto Filho, no final da tarde desta quarta-feira (11). O governo do estado alegou que aguarda uma reunião com o presidente do Incra, César Aldrighi, para avançar na definição das áreas no estado.
Segundo Marques, a vigília no Incra gaúcho deve ser mantida até que o MST obtenha os resultados concretos sobre a pauta apresentada.
*Editado por Solange Engelmann



