Mulheres em Luta!
Tem início o 15º Acampamento Estadual das Mulheres do Campo e da Cidade na Bahia
Mais de 600 mulheres camponesas, indígenas, quilombolas e trabalhadoras da cidade se reúnem em Salvador para três dias de organização, formação e luta

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST
Com o lema “Mulheres vivas! Enfrentando as violências, defendendo o território e a soberania”, teve início na manhã desta quinta-feira (26), o 15º Acampamento Estadual das Mulheres do Campo e da Cidade, na capital baiana. A atividade reúne mais de 600 mulheres vindas de diversos territórios do estado e segue com a programação até o próximo sábado (28).
Participam do encontro mulheres camponesas, indígenas, quilombolas e trabalhadoras da cidade, que se encontram em uma jornada de organização, estudo e fortalecimento coletivo. Ao longo dos três dias, as atividades acontecem na Escola Parque, em Salvador, reunindo experiências, saberes e estratégias de luta.
O acampamento é organizado por diversos movimentos e coletivos de mulheres do estado e se consolida como um importante espaço de formação política, partilha de experiências e construção de ações para o enfrentamento das violências e a defesa dos territórios. A iniciativa também fortalece a luta feminista popular, articulando campo e cidade em torno de pautas comuns.

Para Jazean Mota, que integra o setor de gênero do MST na Bahia, o acampamento representa um marco na organização das mulheres no estado.
“Essa é a décima quinta edição de um espaço de organização e formação das mulheres na Bahia. Aqui reunimos trabalhadoras da roça, das águas e da cidade para, juntas, pensarmos e construirmos a luta em defesa da terra e da vida. Março é um mês de muita luta para nós, mulheres Sem Terra, e o acampamento encerra essa jornada organizada em todo o país. As mulheres precisam permanecer vivas”, destacou.
A programação inclui momentos de mística, debates, atividades culturais, organização coletiva e resistência. Além disso, o acampamento conta com uma feira de exposição e comercialização de produtos, valorizando a produção e o trabalho das mulheres.
A atividade é construída de forma coletiva por mais de 15 organizações, movimentos, coletivos e outras.
Confira a programação completa:

*Editado por Solange Engelmann



