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No Pátria Livre, MST fortalece organização popular e lança Brigada de Mobilização da Região Metropolitana

Assembleia em São Joaquim de Bicas debate direitos das famílias acampadas e reúne militantes para fortalecer a organização popular na Região Metropolitana

Foto: Junio Silva

Por Alí Nacif
Da Página do MST

A luta por moradia digna, acesso à água, energia elétrica, saúde e demais direitos esteve no centro da assembleia realizada neste sábado (20), no acampamento Pátria Livre, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro reuniu militantes e companheiros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para discutir as demandas do território e fortalecer a organização das famílias na luta por direitos.

A assembleia também foi espaço de diálogo sobre a conjuntura política e de apresentação das candidaturas apoiadas pelo MST na Região Metropolitana. Durante o encontro, foi realizado ainda o lançamento da Brigada de Mobilização Popular da Região Metropolitana, que passa a somar forças à Brigada Estadual de Mobilização Popular do MST em Minas Gerais.

Fotos: Alí Nacif

A construção das brigadas parte da organização dos territórios e do diálogo direto com a população. Para o MST, a disputa política também acontece a partir das necessidades concretas vivenciadas pelas famílias, colocando em debate o direito à moradia, aos serviços públicos, à saúde, à água e à energia, além da luta pela Reforma Agrária Popular.

Nesse sentido, a assembleia no Pátria Livre aproximou as demandas do território do debate sobre os projetos políticos em disputa nas eleições. Foram apresentadas as candidaturas apoiadas pelo Movimento: Lula para a Presidência da República; Patrus Ananias para o Governo de Minas; Áurea Carolina e Marília Campos para o Senado; Rogério Correia e Bella Gonçalves para a Câmara dos Deputados; e Dr. Bruno Pedralva para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Organização popular e disputa política

Durante a atividade, a deputada Bella Gonçalves convocou a militância para intensificar o trabalho de base e o diálogo nas ruas.

“Bora levantar que hoje tem mais vira-voto, adesivaço, entrega de panfletinho, conversa na rua, vira-voto! Por que nós queremos eleger Lula? É no primeiro turno!”

Foto: Alí Nacif

Ao falar sobre a atuação do MST no processo eleitoral, Bella também destacou a necessidade de fortalecer o trabalho construído nos territórios e a mobilização em torno das candidaturas apoiadas pelo Movimento.

Fotos: Alí Nacif

O povo tá duvidando da força do MST, mas nós vamos provar a força que o MST tem. Vamos juntos!”

A presença das candidaturas na assembleia também reforçou o papel da militância na construção das ações de mobilização. Para o MST, a organização popular é construída a partir da participação coletiva e da capacidade de transformar as demandas dos territórios em luta e reivindicação por políticas públicas.

Dr. Bruno Pedralva destacou a presença de famílias de diferentes ocupações, assentamentos e acampamentos da Região Metropolitana reunidas no Pátria Livre e relacionou a mobilização ao processo de construção de uma representação do Movimento no Legislativo mineiro.

Foto: Alí Nacif

“Nós temos uma oportunidade histórica. Eleger pela primeira vez na história de Minas Gerais o militante do MST para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.”

Pedralva também ressaltou a necessidade de levar a mobilização construída nos territórios para o processo eleitoral.

Fotos: Alí Nacif

“Nós estamos aqui reunidos com um mundão de gente das nossas ocupações, assentamentos, acampamentos aqui da região metropolitana, aqui no Pátria Livre. (…) Por isso eu conto com o seu voto, 13.321, candidato Sem Terra do MST para deputado estadual.”

Das demandas do território à organização da Brigada

O lançamento da Brigada de Mobilização Popular da Região Metropolitana marcou um novo momento da organização política nos territórios. A proposta é ampliar a capacidade de mobilização, fortalecer o trabalho de base e aproximar as pautas das famílias das discussões que atravessam a sociedade mineira.

No Pátria Livre, as reivindicações apresentadas pelas famílias reafirmaram que a luta por Reforma Agrária não se encerra no acesso à terra. Ela envolve também as condições necessárias para viver com dignidade, produzir, cuidar da saúde, ter acesso à água, à energia e aos demais direitos fundamentais.

Fotos: Alí Nacif

A assembleia terminou com a força de uma construção coletiva que parte do território e se amplia para outros espaços. Entre bandeiras, palavras de ordem, diálogo e organização, a nova Brigada se soma à mobilização estadual do MST em Minas Gerais, fortalecendo a presença do Movimento nas comunidades e nas ruas.

A ação realizada no Pátria Livre reafirma, assim, uma tarefa que permanece no centro da organização Sem Terra: estar junto do povo, conhecer as demandas de cada território, organizar a luta e construir, coletivamente, caminhos para transformar a realidade.

*Editado por Fernanda Alcântara