Reforma Agrária Popular
Símbolo da resistência cultural de Campinas recebe a 3ª Edição da Feira da Reforma Agrária Neusa Paviato
Estação Cultura recebe, de 06 a 08 de novembro, Feira organizada por Rede Livres e MST

Por Aline Antunes
Da Página do MST
Palco de diversas lutas populares do interior de São Paulo, os trilhos da antiga estação ferroviária recebem agora a produção do MST no Estado de São Paulo, organizada na Feira da Reforma Agrária Neusa Paviato.
Realizada de 06 a 08 de novembro, a atividade já entrou para o calendário da cidade e, nesta edição, ganha um caráter especial por se tratar da última grande atividade realizada na Estação Cultura antes de o espaço ser fechado para reforma e reposicionado para receber o trem que fará a rota Campinas–São Paulo.
Foi na gestão do saudoso prefeito Toninho que a prefeitura assumiu a gestão do espaço, que, em 11 de agosto de 2022, tornou-se a Estação Cultura. Hoje, em homenagem a esse lutador do povo e como forma de preservar sua memória, carrega o nome de Estação Cultura “Prefeito Antônio da Costa Santos”.

Presentes no ato de abertura, a vereadora e deputada estadual eleita Mariana Conti e Paulo Bufalo, ambos militantes do PSOL, reafirmam o papel determinante do espaço na preservação da cultura na cidade e, sem ignorar os benefícios da nova estação, destacam que é possível os dois projetos coexistirem.
A Estação, cumprindo seu papel de acolher os viajantes, recebe a produção agrícola de 10 regionais do MST no Estado de São Paulo, possibilitando esse grande intercâmbio que celebra a cultura alimentar, a música popular, a saúde, os saberes camponeses e acadêmicos.
A prefeitura da cidade, representada na figura do vice-prefeito Wanderley de Almeida e da secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, coloca a realização da Feira como uma importante parceria entre Rede Livres, MST e Campinas, já conhecida por ser um polo do desenvolvimento do conhecimento científico na área da agricultura brasileira. Ter uma Feira desse porte, de acordo com a secretária, “mostra a pujança do que o MST faz por nosso país”.
A celebração de abrir os trabalhos da 3ª edição da Feira celebra também o momento político vivido no Brasil: tempos em que o processo de resistência do levante antiafascista toma o mundo, tendo a eleição de Lula como uma representação simbólica da derrota da extrema-direita.
E, como nos convoca Gilmar Mauro, da Coordenação Nacional do MST, ainda não derrotamos todos os nossos inimigos. Mesmo que tenhamos alcançado uma vitória extraordinária e ideológica contra o imperialismo, “nós ainda não derrotamos o agronegócio”, um grande financiador do fascismo no Brasil. Mas, de acordo com ele, “a batata deles (do agronegócio) deve ir pro forno logo, pra podermos defender a questão ambiental da forma como precisamos!”
E, neste sentido, a Feira da Reforma Agrária Neusa Paviato vem para alimentar as ideias de todos e todas que sonham com a construção do socialismo e de um país justo e soberano!
*Editado por Diógenes Rabello



