A questão agrária no Brasil / Volume I – O debate tradicional: 1500-1960

Autor: João Pedro Stedile (org.) Uma coletânea de autores considerados “clássicos”, que se debruçaram na pesquisa, durante a década de 1960, para entender a questão agrária brasileira no período colonial. Os primeiros que, do ponto de vista da economia política e da história, procuraram interpretar as relações sociais e de produção na agricultura brasileira. Editora […]

Autor: João Pedro Stedile (org.)

Uma coletânea de autores considerados “clássicos”, que se debruçaram na pesquisa, durante a década de 1960, para entender a questão agrária brasileira no período colonial. Os primeiros que, do ponto de vista da economia política e da história, procuraram interpretar as relações sociais e de produção na agricultura brasileira.

Editora Expressão Popular
304 páginas

Resenha:
Existem diversas formas para analisar e estudar a questão agrária, no geral e, no Brasil, em particular. Nesta coleção, o enfoque principal está na economia política e na história, utilizada como instrumento científico de interpretação da questão agrária pelos autores e teses publicados. Primeiro volume da coleção, este livro traz uma coletânea de autores, considerados “clássicos”, que se debruçaram na pesquisa, nos anos de 1960, para entender a questão agrária brasileira no período colonial. Neste volume, reunimos os principais pensadores que, de certa forma, debateram a questão agrária na década de 1960, aglutinados em quatro vertentes do pensamento crítico. A primeira vertente é a corrente de pensamento hegemonizada pelo PCB, na época o principal partido de esquerda. Entre os pensadores que defenderam a corrente oficial do partido estão Nelson Werneck Sodré, Alberto Passos Guimarães e Moisés Vinhas. A segunda foi a corrente dissidente, representada pelas teses de Caio Prado Júnior. Membro atuante do partido, Caio Prado teve com o mesmo discordâncias fundamentais na interpretação da questão agrária, na interpretação da formação histórica do Brasil e na idéia do que seria a revolução brasileira. A terceira corrente foi a “escola cepalina” que, por influência de seu fundador e principal intelectual, Raul Prebisch, transformou-se, nas décadas de 1950 e 1960, num centro de pesquisa e de difusão de estudos e interpretações do nosso continente. No Brasil, as figuras mais proeminentes desse órgão foram Celso Furtado e Ignácio Rangel. Por último, uma quarta vertente que, do ponto de vista da interpretação, era semelhante e sofria influências da “escola cepalina”, mas, do ponto de vista político, estava articulada na chamada esquerda do PTB, liderada por Leonel Brizola. O texto incorporado é de Paulo Schilling. Aqui reunimos vários textos para proporcionar aos leitores subsídios para uma melhor compreensão dos profícuos debates travados, naquele período histórico, sobre a questão agrária e suas interpretações.