Capital estrangeiro avança sobre produção de frutas

Do Valor Econômico O agronegócio tem despertado interesse de investidores de China, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, países com os quais o Ministério da Agricultura tem fóruns de negócios em andamento. Biodiesel é o que atrai o grupo indiano Shree Remuka Sugars Ltd., um dos maiores do setor sucroenergético, que formou uma joint venture para a produção de açúcar e etanol - a Usina Revati, no interior de São Paulo -, com investimento previsto de R$ 226 milhões. Ele já é dono da Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, no Paraná.


Do Valor Econômico

O agronegócio tem despertado interesse de investidores de China, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, países com os quais o Ministério da Agricultura tem fóruns de negócios em andamento.

Biodiesel é o que atrai o grupo indiano Shree Remuka Sugars Ltd., um dos maiores do setor sucroenergético, que formou uma joint venture para a produção de açúcar e etanol – a Usina Revati, no interior de São Paulo -, com investimento previsto de R$ 226 milhões. Ele já é dono da Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, no Paraná.

A Índia é o maior consumidor do açúcar brasileiro atualmente e um parceiro com grande potencial, segundo Eduardo Sampaio Marques, diretor de promoção internacional do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Outro grupo que está apostando é o Pallas International, formado por investidores privados e pelo governo chinês. Assinou um protocolo de intenções com autoridades baianas com a promessa de investir na produção de energia renovável, envolvendo biodiesel, energia solar, eólica e biomassa.

A estatal chinesa Chongqing Grain Group anunciou recentemente que planeja investir US$ 300 milhões na compra de 100 mil hectares de terra no Estado da Bahia. A propriedade deverá ser destinada ao cultivo de soja. Para Eduardo Salles, secretário da agricultura da Bahia, “este é um caminho sem volta e que está abrindo um horizonte maravilhoso não só para a Bahia, mas para o Brasil”.

A Bahia é o maior produtor nacional de cacau, de sisal, o segundo de laranja, algodão e o primeiro de guaraná. A meta do Estado é deixar de ser um exportador apenas da fruta in natura e de matérias-primas. “Nosso objetivo é nos tornarmos grandes exportadores de produtos manufaturados. Nós temos produção, eles têm know how industrial para o processamento de esmagamento de algodão, de soja, esmagamento de oleaginosas e também na pesca.”

A Bahia é também o maior produtor de frutas de mesa (uva e manga) para exportação do Brasil. Há negociações em curso com a Sun-Daity Shandong Shengdetai Food Co. para um projeto conjunto de produção de frutas desidratadas e em compota, a serem exportadas para os chineses.

Os governos do Brasil e da China também assinaram, em 2004, um Plano de Ação Conjunta 2010/2014, para o Fortalecimento da Parceria Estratégica entre os dois países. Na Área de Agricultura e de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena, são 25 as disposições estabelecidas para o trabalho conjunto, que vêm se desenvolvendo através de comissões e subcomissões.

Investimentos em infraestrutura, pesquisa, logística e tecnologia fazem parte da pauta de trabalho. Fumo, tabaco e carne, são alguns dos produtos em foco. Da parte do Brasil, por exemplo, há muito interesse no intercâmbio de germoplasma da soja, já que os chineses são os pioneiros no cultivo desta leguminosa, sinaliza Eduardo Sampaio Marques.