MST realiza ato em defesa do IFC em Abelardo Luz, em Santa Catarina

Instituto Federal Catarinense foi alvo de uma operação da Polícia Federal, em agosto, com clara intensão de criminalizar os servidores do IFC e os movimentos sociais beneficiados pelo Instituto.

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Por Juliana Adriano
Da Página do MST

 

Na sexta-feira (15), cerca de 400 pessoas se reuniram em um ato em defesa do Instituto Federal Catarinense (IFC) – campus avançado Abelardo Luz. A atividade foi organizada pelo MST, com apoio da Frente Brasil Popular, e contou com a participação movimentos camponeses integrantes da Via Campesina, sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos, Central Única dos Trabalhadores, deputados federais e estaduais, professores de escolas públicas e da Universidade Federal da Fronteira Sul, Pastoral Social e integrantes do MST de diversas regiões de Santa Catarina.

Esta unidade do IFC está localizada no Assentamento José Maria e atende a demanda educativa regional. Além disso, é fruto da organização do MST e demais movimentos sociais. No dia 16 de agosto, a Polícia Federal apreendeu telefones e computadores de Ricardo Velho – Diretor do Campus ‐ e de Maicon Fontanive ‐ Coordenador Geral Pedagógico ‐ trabalhadores do IFC Abelardo Luz. O Ministério Público Federal demandou o afastamento da função de coordenação e a quebra de sigilo telefônico deles e da reitora Sônia Regina. 

O ato é uma forma de repudiar estas ações e defender os direitos cidadãos, a educação do campo, os direitos dos movimentos sociais.  Para o MST, é um direito defender uma agricultura livre de agrotóxicos, transgênicos e trabalho explorado, assim como é um direito viver e estudar no campo.

“O IFC no Assentamento José Maria é muito importante para os trabalhadores. O ato é realizado em desefe do Instituto no campo e também é contra a criminalização dos servidores do IFC, e da criminalização dos movimentos sociais. Nós continuaremos na luta”, afirmou Edivar, morador do Assentamento Juruá.

Segundo Nauro, dirigente regional, os ataques à educação no campo é um claro ataque à proposta emancipadora de educação defendida pelo MST, e uma determinação da direita política para impor um modelo que atenda aos interesses do mercado. “Querem uma educação para qualificar para o mercado trabalho capitalista e não querem um trabalhador que seja capaz de entender a sociedade onde está e fazer a sua crítica. O IFC dentro dos assentamentos, representa uma conquista para esse povo lutador, que nunca teve oportunidades”.

 

*Editado por Leonardo Fernandes