Reconhecimento de terras quilombolas esbarra na especulação e grilagem


Por Thaís Antonio
Da EBC

Disputas, construções de grandes empreendimentos e especulação imobiliária ameaçam a herança ancestral mantida viva pelas comunidades quilombolas. Das 2.408 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), apenas 207 têm o título da terra e, em uma parte delas, os ocupantes não quilombolas ainda não foram retirados ou indenizados.

Organizações denunciam ataque ruralista aos territórios quilombolas

As organizações quilombolas e do movimento negro lançaram uma petição online para arrecadar assinaturas para a “Carta de Porto Alegre”. O documento denuncia o ataque ruralista contra os territórios quilombolas através da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 3239, impetrada pelo DEM; e do PDL 44/2007, do deputado federal Valdir Collato (PMDB – SC).

Quilombolas e Sem Terra ocupam latifúndio em Minas Gerais


Da Comissão Pastoral da Terra

Na luta pela conquista do Território Brejo dos Crioulos, nos Municípios de São João da Ponte, Varzelândia e Verdelândia (norte de Minas Gerais), trezentas famílias quilombolas e da Via Campesina ocuparam, nesta quinta-feira, as Fazendas Aparecida, Arapuã e Lagoa da Varanda (de propriedade de Raul Ardito Lerário). O território quilombola, composto por 512 famílias espalhadas em oito pequenas comunidades, abrange 17.309 hectares. As cinco maiores fazendas detêm 13.000 hectares do território.

“Pressão é grande contra indígenas e quilombolas”

Da Repórter Brasil

Os entraves à homologação de terras indígenas e quilombolas vão desde setores como a bancada ruralista até grandes empreendimentos econômicos, incluindo aí as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), avalia a antropóloga Daniela Perutti, da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) .

Nas Regiões Sul e Sudeste, por exemplo, existem muitos casos de construção de estradas que afetam as comunidades, que sofrem ainda com a ação de mineradoras, de madeireiras, de proprietários de terra etc.