Seis prefeituras em Rondônia são ocupadas por cerca de 1300 Sem Terra

Da Página do MST

Cerca de 1300 trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam seis prefeituras municipais no estado de Rondônia, na última quinta-feira (8).

Com a ação, os Sem Terra pretenderam trazer para a sociedade a luta pela Reforma Agrária Popular, integrando as pautas locais de cada município com as estaduais. 

Dentre as pautas, os trabalhadores rurais cobraram melhores condições na saúde pública, exigindo apoio aos médicos cubanos nos municípios e atendimento às comunidades que ainda não foram contemplados.

Ato relembra 18 anos do massacre de Corumbiara, que deixou doze mortos


Por José Francisco Neto
Da Radioagência NP

Na quinta-feira (8), um ato público no auditório da Universidade Federal de Rondônia (Unir/Centro) para relembrou os 18 anos do massacre de Corumbiara, ocorrido em 9 de agosto de 1995, na fazenda Santa Elina (RO). À época, doze camponeses foram assassinados, entre eles uma criança de apenas sete anos. Até hoje, ninguém foi punido.

Camponeses sofrem perseguição por produção agroecológica em RO

Do MPA

Hormônio e agrotóxicos na produção de alimentos é legal. Produzir com base na agroecologia é crime. Essa é a conclusão que camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) chegaram após várias intervenções realizadas pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA) contra a produção de alimentos agroecológicos e produtos oriundos da agricultura camponesa.

CPT: indústria de liminares cria farra imobiliária em Rondônia

Em documento entregue a Eliana Calmon, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Comissão Pastoral da Terra de Rondônia,na semana passada, denunciou a grave situação agrária do estado e atuação de diversos organismos da justiça do estado, que atingem centenas de famílias com uma verdadeira “indústria de liminares” e uma verdadeira “farra imobiliária” das terras públicas no Estado.

Incra de Ji-Paraná em Rondônia é ocupado por 700 trabalhadores rurais

Por Vanessa Ramos
Da Página do MST

 

Na manhã dessa segunda-feira (16), aproximadamente 700 pessoas participaram da ação que resultou na ocupação da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Ji-Paraná, município do estado de Rondônia. Na parte da tarde, os camponeses iniciaram estudos e discussões sobre o Código Florestal, sobre as mobilizações camponesas e a falta de infraestrutura do estado

MST de Rondônia levanta desafios em encontro da militância

Por Manoel Junior
Da Página do MST

O MST de Rondônia realizou neste ano o seu 25º Encontro Estadual, no município de Nova União, no assentamento Palmares, entre 2 e 5 de dezembro.

A atividade contou com a presença de 150 militantes das três regionais do Movimento no estado.

No encontro, foram discutidos temas relacionados à conjuntura nacional e os desafios do MST.

Um conflito anunciado em Rondônia: Corumbiara nunca mais!


Da Página do MST

Leia nota do MST de Rondônia, que denuncia que pistoleiros armados estão ameaçando a integridade e segurança das famílias, crianças, jovens, adultos e idosos acampadas na BR 429, perto do munícipio de Alvorada do Oeste (RO), na região desde maio de 2009:

Viemos por meio deste comunicado informar as autoridades e setores da sociedade civil organizada que está em curso um conflito anunciado nas imediações da Fazendo Agropecuário Rio Ricardo Franco, localizada na BR 429, km 30, no sentido ao município de Alvorada do Oeste (RO).

Superintendência do Incra é ocupada em Rondônia

Na manhã desta segunda-feira, o MST ocupou a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Velho (RO). Cerca de 250 Sem Terra de acampamentos e assentamentos discutiram com órgãos locais as pautas nacional e estadual do Movimento.

As mobilizações em Rondônia seguem até a próxima sexta-feira (23/4), e no sábado (24/4) acontece o encontro dos amigos e amigas do MST no estado.

Em Rondônia, atingidos pelo Complexo Madeira montam acampamento

Do MAB

Na manhã desta segunda-feira (15/3), cerca de 300 atingidos pelas barragens de Samuel, Santo Antônio e Jirau, montaram um acampamento na comunidade de Mutum, ao lado da BR 364, em Rondônia. A atividade faz parte da Jornada do Dia internacional de luta contra as barragens, pela água, pelos rios e pela vida, comemorado no dia 14 de março.

Mulheres bloqueiam obras de barragem em Rondônia

Durante a manhã desta segunda-feira (8/3), cerca de 200 mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Via Campesina trancaram por uma hora a estrada de acesso ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Elas estão mobilizadas pelo dia Internacional da Mulher e, em Porto Velho, protestam contra a construção das barragens no rio Madeira e todas as consequências negativas que as obras estão trazendo para a vida das mulheres.

Madeira: impactos precisam de discussão

A liberação da construção das Usinas do Rio Madeira pelo governo Federal ainda tem gerado inúmeras discussões. As regras estabelecidas pelo Ibama para as obras têm levantado divergências sobre a real eficácia das condicionantes. Um dos críticos Philip Fearnside, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que diz que as perguntas sobre a carga de sedimentos continuam sem resposta.

Legado de Exclusão Social

Por Mateus Alves
Correio da Cidadania

A recente liberação prévia pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) para a construção de duas usinas hisdreléticas no Rio Madeira, região Norte do país, está gerando polêmica. Até mesmo setores do governo federal estão divididos sobre o tema. Entre os movimentos sociais, Gilberto Cervinski, da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), alerta para as conseqüências da construção das usinas para as populações.

Projeto do Madeira é encomenda

Entrevista publicada originalmente pelo CORECOM-RJ

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O prazo para a concessão da licença ambiental para os projetos de construção das duas hidrelétricas no rio Madeira é agora, no meio do ano. Contudo, pairam imprecisões e divergências de versões a respeito da necessidade desses dois projetos serem executados praticamente no meio da Amazônia. Qual o seu ponto de vista sobre a real necessidade desses projetos (para quem eles são necessários?) e o que eles podem representar para a Amazônia?

A quem interessa a energia do Madeira?

A construção das usinas no Rio Madeira tem gerado uma intensa discussão. Em entrevista, Luis Fernando Novoa Garzón, sociólogo e mestrando em Ciências Políticas na Unicamp, afirma que a construção “é tudo, menos a tentativa de fornecer e ampliar o abastecimento energético do país. Porque, do ponto de vista das alternativas que nós temos, existem saídas a curto prazo muito menos impactantes e muito mais baratas do que as Usinas do Rio Madeira.