Sem Terra da Bahia seguem em marcha
Por Paulo Magalhães Fº, Ana Íris Pacheco e Janaína Pacheco
Por Paulo Magalhães Fº, Ana Íris Pacheco e Janaína Pacheco
O MST mantém as sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ocupadas em São Paulo, Pernambuco, Piauí, Ceará, Paraíba, Rondônia e Pará, dentro das atividades da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que cobra do governo federal o cumprimento dos compromissos assumidos em agosto.
“O governo está em dívida com a Reforma Agrária e não resolveu os problemas dos pobres do campo. Temos famílias acampadas há mais de cinco anos, vivendo em situação bastante difícil à beira de estradas e em áreas ocupadas”, disse José Batista, da coordenação nacional do MST.
A questão da terra é uma dívida histórica do Brasil, e ainda atual. Prova disso é que nos últimos meses a questão da terra foi novamente colocada em discussão pela ocupação de terras públicas apropriadas indevidamente pela transnacional Cutrale, e por causa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que estabelece que é necessário para o processo de desocupação de propriedades a formação de uma comissão para averiguação se as terras estão ou não em condições para a realização da Reforma Agrária.
Mais de 1.000 acampados e assentados de todas as regiões do estado de Sergipe fizeram uma marcha pelas ruas do centro de Aracaju, no final da manhã desta terça-feira (20/4), na Jornada de Lutas pela Reforma Agrária .
Os trabalhadores rurais entregaram uma pauta de reivindicação no Banco do Brasil e no Banco do Nordeste, propondo a renegociação da dívida dos assentados e a criação de uma linha de crédito específica para a produção agrícola nos assentamentos.
Eduardo Sales de Lima
Do Brasil de Fato
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Via Campesina aproveitarão a Jornada de Lutas, neste mês, para mobilizar os trabalhadores rurais assentados em prol de uma solidariedade internacional não apenas material, mas símbolo de uma integração entre os povos.
Aproximadamente 150 estudantes, entre crianças, jovens e adultos, se mobilizaram em frente à Secretaria Estadual de Educação, no centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (20/4). Duas salas de aula foram montadas e atividades pedagógicas estão sendo desenvolvidas com os Sem Terra.
Com audiência marcada há semanas com o Governo do Estado, o MST se mobilizou cedo na manhã de hoje (20/4), colorindo a Rua do Sol com o vermelho das bandeiras, camisetas e bonés numa caminhada que conduziu até o local da negociação. A audiência começou às 10h, mas sem a presença do Governador do Estado, um mal sinal para as lideranças do Movimento.
Nesta terça-feira (20/4), atingidos por barragens, militantes de movimentos sociais, indígenas e ambientalistas, além de trabalhadores urbanos e de pastorais sociais realizaram protesto em sete capitais e em Brasília contra a construção da usina Hidrelétrica de Belo Monte. Atingidos por barragens de Tocantins e Goiás se mobilizaram em Brasília.
Por Pedro Carrano
Alagamentos, falta de rede de energia elétrica. Dias de seca e falta de água, asfalto e saneamento nenhum. Parecem problemas pontuais e específicos, mas são comuns às populações de diferentes vilas e apontam para o abandono dos trabalhadores na região metropolitana do Paraná, a partir da relação mal resolvida entre município, governo do estado e prefeitura da capital.
Por Artur Henrique*
ESPECIAL PARA A PÁGINA DO MST
A CUT é parceira histórica do MST e tem orgulho disso. A busca por um novo modelo agrário para o Brasil é luta mais que justa, digna. É também de interesse de todos os brasileiros e brasileiras, pois a reforma agrária e a valorização da agricultura familiar são fatores de desenvolvimento nacional, de soberania, de inteligência estratégica frente a um modelo econômico exaurido, para rumar a uma nova sociedade.
Centenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que desde a noite desta segunda-feira (19/4) estão acampados em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) , ocuparam, na manhã desta terça-feira (20/4), a avenida José Bastos, em Fortaleza. A paralisação da avenida visa chamar a atenção da sociedade cearense e pressionar os governos para que sejam atendidas as seguintes reivindicações:
Por Rafael Soriano
Com a chegada dos 1200 agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta segunda-feira (19/4), a praça Dom Pedro Segundo, no centro de Alagoas, ficou sob a lona preta. Nesta terça (20/4), os trabalhadores realizam uma marcha pelas ruas do centro a partir das 9h, para abrir as negociações com o governo estadual. Uma audiência com o governador está prevista para 10h, no Palácio República dos Palmares.
Assentados trancam rodovias em três regiões do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (20/4) para protestar por políticas públicas e mais verbas para a Reforma Agrária. As manifestações estão ocorrendo, neste momento, em Júlio de Castilhos (região norte), São Luiz (Missões) e Piratini (região sul).
Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (19/4), o chefe de gabinete do governador do estado, Almircy Pinto, afirmou à comissão de negociação do MST que o governador Cid Gomes não terá agenda para dialogar com o movimento até a próxima quarta ou quinta-feira. Ele disse ainda que, no lugar de negociar com os trabalhadores – que desde as 8h protestavam em frente ao Palácio Iracema – a prioridade de Gomes era receber um embaixador. O chefe de gabinete ameaçou despejar os manifestantes, que se mantiveram firmes e prometem permanecer em Fortaleza até que seja agendada audiência com o governador. Ministra recebe comitiva do MST O MST conseguiu audiência com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres mulheres, Nilcéia Freire, que em visita a Fortaleza aceitou dialogar com as lideranças do movimento. A idéia é que, o mais breve possível, a ministra possa mediar uma reunião com o governador do estado e, ainda, tomar conhecimento das pautas específicas para mulheres reivindicadas pelo MST. Manifestação leva mil trabalhadores ao palácio Iracema Na manhã desta segunda-feira (19/4), cerca de mil manifestantes acamparam nos arredores do Palácio Iracema, para forçar uma audiência com o governador Cid Gomes. A ação fez parte da Nornada Nacional de Lutas do MST. Enquanto diversos manifestantes já estavam no Palácio Iracema, cerca de 500 marchavam em direção ao local, vindos da ocupação urbana Comuna da Terra, realizada pelo MST junto do Movimento dos Conselhos Populares (MCP) . Nem os 15 km de distância, nem o sol, conseguiram cansar os militantes, que permanecem no Palácio reivindicando seus direitos. MST ocupa o Incra Ainda como continuação do ato realizado pela manhã, o MST ocupou, na noite desta segunda-feira (19/4), o Incra de Fortaleza, para reivindicar pautas específicas com a autarquia.
Na manhã desta segunda-feira, o MST ocupou a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Velho (RO). Cerca de 250 Sem Terra de acampamentos e assentamentos discutiram com órgãos locais as pautas nacional e estadual do Movimento.
As mobilizações em Rondônia seguem até a próxima sexta-feira (23/4), e no sábado (24/4) acontece o encontro dos amigos e amigas do MST no estado.
O MST participa de audiências com o governo federal para discutir a pauta de reivindicações dos acampados e assentados, nesta terça-feira (20/4), depois das mobilizações por todo o país na Jornada de Lutas pela Reforma Agrária.
O Movimento será recebido pelo ministro do Planejamento Paulo Bernardo, às 11h, na sede do ministério.
Depois, às 14h, acontece reunião com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com a presença do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart.
O MST ocupou a sede nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília, e mais as superintendências em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba, nesta segunda-feira (19/4), na Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. O movimento mantém ocupada também a sede do Incra em Pernambuco, desde sábado.
Por Leonardo Sakamoto*
Nesta terça-feira (20/4), às 12h, trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra que ocupam o Incra do Rio de Janeiro promovem um ato de apoio à Reforma Agrária. O ato faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que este ano traz o lema ‘Lutar não é crime’.
Segue abaixo a convocatória para o ato.
ÀS ENTIDADES E PESSOAS AMIGAS DO MST
O MST ocupou, na manhã desta segunda-feira (19/4), a sede da Superintendência do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Belém, como parte das ações da Jornada de Luta Nacional Pela Reforma Agrária, com 500 Sem Terra de acampamentos e assentamentos do Pará.
A pauta do Movimento foi apresentada ao superintendente regional do Incra Elielson Silva, pela manhã, mas não houve avanços na negociação. “Não deram respostas às nossas demandas”, disse Ulisses Manaças, da coordenação do Movimento.
Esta 25ª edição de Conflitos no Campo Brasil, lançada em 15/4, não tem nada de comemorativo, pois apresenta crescimento tanto do número de conflitos envolvendo camponeses e trabalhadores do campo, quanto da violência em relação ao ano anterior de 2008.
O número total de conflitos soma 1184, contra 1.170, em 2008, com aumento considerável em relação especificamente aos conflitos por terra, 854 em 2009, 751 em 2008.
Na manhã desta segunda-feira (19/4), cerca de 400 Sem Terra ocuparam a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Teresina, no Piauí.
Foi realizada também uma manifestação em frente ao Ministério da Justiça Federal. Nesta terça (20/4), o MST promove audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir a criminalização dos movimentos sociais e o aniversário do Massacre de Eldorado dos Carajás. Na quarta-feira (21/4), os Sem Terra realizam uma ação de solidariedade de doação de sangue na cidade.
Como parte integrante da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, o MST realiza uma grande marcha em Santa Catarina. Após quilômetros de caminhada, a marcha visita uma aldeia indígena Guarani em seu caminho rumo a Florianópolis.
Dando continuidade à Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, cerca de 500 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra ocuparam, na manhã desta segunda-feira (19/4), a superintendência regional do Incra de São Paulo.
Na manhã desta segunda (19/4), cerca de 400 famílias ocuparam a sede da superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no centro do Rio. As famílias permanecem acampadas na capital por tempo indeterminado.
Mais de 700 integrantes do MST ocupam, neste momento, a sede nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília. A ação cobra os compromissos assumidos pelo governo federal depois da jornada de agosto, que ainda não foram cumpridos.
Mais de 1.4000 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra ocupam, desde a manhã desta segunda-feira (19/4), a sede do Palácio do Governo do Ceará, em Fortaleza.
Cerca de 2 mil trabalhadores rurais Sem Terra acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde sábado (17/4) saíram em marcha na manhã de hoje (19/4) e ocuparam as principais avenidas do Recife.
Os trabalhadores saíram do Incra e formaram três colunas por diferentes pontos da cidade – uma coluna seguiu pela Av. Abdias de Carvalho; a segunda marchou pela Av. Caxangá; e a terceira pela Av.
Dos dias 19 e 22 de abril, Cochabamba, na Bolívia, se transforma no centro das discussões sobre mudança climática. Cerca de 11.500 pessoas de várias partes do mundo se reúnem para participar da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra. Na tarde de segunda-feira (19/4), indígenas de diversas regiões realizarão uma Assembleia frente à Mudança Climática e pelo Bom Viver.
Na manhã desta segunda-feira (19/4), cerca de 400 trabalhadores rurais Sem Terra de varias regiões do estado da Paraíba ocuparam o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os trabalhadores exigem que o governo assente as mais de 90 mil famílias Sem Terra acampadas em todo pais, maiores recursos públicos para a desapropriação de terra, atualização dos índices de produtividade e investimentos públicos nas áreas de assentamentos (créditos para a produção, habitação rural, educação e saúde).
Cerca de 300 famílias sem terra acampadas marcham, neste momento, em direção à Fazenda Southall em São Gabriel, na Fronteira Oeste. A ação marca os oito meses do assassinato do trabalhador Elton Brum da Silva, ocorrido em agosto de 2009 durante o despejo violento feito pela Brigada Militar na fazenda. Ao chegarem no local, os Sem Terra realizarão um ato simbólico em memória de Elton, com a presença de sindicatos, religiosos e lideranças comunitárias.
Há mais de uma semana em lutas para intensificar as conquistas dos trabalhadores rurais em relação à Reforma Agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) traz a Maceió o foco de suas mobilizações. A expectativa é de concentrar 1,2 mil camponeses na Praça Dom Pedro II – Centro – para colocar em pauta com a sociedade e autoridades a aceleração da Reforma Agrária.
O QUE QUEREMOS NA NOSSA JORNADA
ABRIL É MÊS DE LUTA pela Reforma Agrária, quando a sua bandeira é fincada nos latifúndios e tremula nas ruas das cidades.
Um projeto que tem necessariamente que resolver dois problemas históricos, que emperram as transformações do Brasil: a estrutura agrária injusta (concentradora de terra, de riqueza e poder político), e o modelo de desenvolvimento (que sempre produziu monocultura para exportação).
Na manhã desta segunda-feira (19/4), teve início uma marcha com 500 trabalhadores e trabalhadoras assentados da Reforma Agrária em direção ao IEF (Instituto Estadual de Florestas) em Uberlândia, no triângulo mineiro.
As famílias ficarão mobilizadas durante todo o dia, em repúdio à morosidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do IEF e demais órgãos governamentais no desenvolvimento de uma política efetiva de Reforma Agrária, a à conivência do Judiciário com o latifúndio local.
Movimentos sociais e indígenas promovem coletiva de imprensa sobre a implantação da usina de Belo Monte, no Pará. A coletiva foi realizada no dia 12/4, em Brasília (DF). Além dos porta-vozes dos movimentos e organizações que lutam contra a usina de Belo Monte, participaram como convidados o cineasta James Cameron e os atores Sigourney Weaver e Joel David Moore.
Assista abaixo o vídeo, que também pode ser visto em: http://redeculturaldaterra.blip.tv/
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Santa Catarina, deu continuidade à Jornada de Luta pela Reforma Agrária no estado no último sábado (17/4), com a realização de uma Assembléia Popular no Centro de Eventos de Marejada, em Itajaí (SC).
A atividade contou com a participação de mais de 600 militantes de movimentos sociais, sindicatos e do movimento estudantil, que debateram temas como a criminalização dos movimentos sociais, a campanha em defesa do petróleo, soberania energética e o papel da Reforma Agrária popular no Brasil para a produção de alimentos saudáveis.
A Jornada “Por Reforma Agrária e Por Justiça” na capital do Pará, que faz parte da mobilização nacional de abril do MST, promove dentro de sua programação a plenária da Assembléia Popular, afirmando a necessidade da construção do poder popular para o Brasil com a participação de mais de 600 pessoas. Os participantes debatem sobre os movimentos e entidades sociais no atual contexto na Amazônia, em torno da conjuntura política, econômica e social do país.
Na manhã de hoje, dia 17, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) do Recife com mais de 1.000 trabalhadores rurais vindos de todos os acampamentos e assentamentos de Pernambuco.
As famílias ficarão acampadas no INCRA pelo menos até o próximo dia 23 de abril.
Maria Gorete Sousa
Escola Nacional Florestan Fernandes
QUATORZE ANOS do Massacre de Eldorado Carajás. Para muitos brasileiros, já não resta senão a memória esgarçada de mais uma violência do Estado num longínquo passado distante. Para os militantes do MST, o massacre grudou na nossa alma, entranhou na nossa carne e passou a fazer parte da nossa vida cotidiana.
[img_assist|nid=9548|title=Oziel Alves|desc=|link=none|align=left|width=640|height=470]
Em 17 de abril de 1996, policiais militares do Pará - respaldados pelo então governador, Almir Gabriel (ex-PSDB), e o secretário de Segurança, Paulo Sette Câmara - promoveram o Massacre de Eldorado de Carajás, que ganhou repercussão internacional e deixou marca na história do país, ao lado do Massacre do Carandiru (1992) e da Chacina da Candelária (1993), como uma das ações policiais mais violentas do Brasil. Em 2002, o presidente FHC instituiu essa data como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Mais de cinco mil trabalhadores rurais Sem Terra devem participar da marcha de Feira de Santana a Salvador, que acontece entre os dias 19 e 26 de Abril. A marcha pretende chamar a atenção dos governos e da sociedade para a urgência da Reforma Agrária no Brasil, bem como para as recentes e reiteradas tentativas de criminalizar as lutas sociais no país.
A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva (PV), deu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a jornada de luta dos movimentos sociais pela reforma agrária, nesta sexta-feira .
“O que tem de se fazer é o que não foi feito, que é a reforma agrária”, disse a senadora.
Ela disse também que:
Neste sábado (17/4), o MST promove uma grande feira com produtos da Reforma Agrária na cidade de Jandira (SP).
A atividade integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária , que acontece em todo o país neste mês de abril. “Mostraremos que lutar não é apenas fazer ocupações, mas também produzir alimentos saudáveis nos assentamentos e comercializá-los”, afirma Gilmar Mauro, da Coordenação Nacional do MST.
Da Agência de Notícias do PR
O governador Orlando Pessuti e a ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, participaram, nesta sexta-feira (16) em Curitiba, da audiência pública sobre a reforma agrária. O encontro promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) quer a articulação do Governo do Paraná junto ao Governo Federal para o assentamentos de 6 mil famílias no Estado.
Na manhã desta sexta-feira (16/4), mais de 200 famílias Sem Terra se mobilizaram em frente à prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. As famílias, vindas de assentamentos da região, exigiram o cumprimento das políticas públicas referentes à Reforma Agrária, como escolas para o meio rural, infra-estrutura para os assentamentos, luz, transporte escolar, e compra de alimentos produzidos nos assentamentos para a merenda escolar.
Neste sábado (17/4), o MST em Pernambuco promove um ato em homenagem ao Dia Internacional de Luta por Reforma Agrária e aos 19 companheiros mortos em Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996.
A melhor homenagem que se pode fazer a um(a) lutador(a) é seguir lutando. Por isso, a Via Campesina Internacional instituiu o 17 de abril como o Dia Internacional da Luta Camponesa.
Por Gustavo Mehl, da Justiça Global
Em celebração ao Dia Nacional de luta pela Reforma Agrária, o MST DF e Entorno realizará amanhã (17/4) um grande mutirão de trabalho voluntário no pré-assentamento Oziel Alves 2, em Planaltina (DF). Na ocasião, um pomar ecológico será implantado, seguido de almoço e debates sobre educação e agroecologia.
A atividade integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária , em memória ao massacre de 19 Trabalhadores (as) Rurais Sem Terra mortos em Eldorados dos Carajás (PA), em 17 de abril de 1996.
Por Rafael Soriano
Desde o início da semana, o campo alagoano está assistindo às movimentações do MST para intensificar as conquistas no âmbito da Reforma Agrária em Alagoas. Duas ocupações de fazendas improdutivas e a ocupação simultânea de seis prefeituras municipais exigem uma postura positiva dos governos federal e municipais em relação às demandas das famílias camponesas.
Para resgatar a memória dos 14 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e denunciar a criminalização dos movimentos sociais, entidades amigas do MST promovem um ato público amanhã (17/4), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
O ato, cuja concentração será às 10h em frente ao Banco do Brasil, pretende ainda prestar solidariedade aos acampados no latifúndio Fortaleza de Sant’Anna, ocupado no final de março.
"Se existe violência no campo, quem sofreu violência foi o proprietário”.
Luiz Antonio Nabhan Garcia, agropecuarista e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR), na Agência Estado.
Levantamento divulgado ontem pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) registra que em 2009:
- 25 trabalhadores rurais mortos
- 62 tentativas de assassinato
Passaram de 20 as ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco desde o último domingo (11/4), quando foi iniciada a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.
Nesta sexta-feira (16/4), famílias Sem Terra ocuparam mais duas áreas no Estado. No município de Sertânia, a FAZENDA ARIZONA foi ocupada por 90 famílias. No Agreste, 140 famílias ocuparam a FAZENDA AGUA BRANCA, que fica entre os municípios de Agrestina e São Joaquim do Monte.
Trabalhadores denunciam paralisação do processo de Reforma Agrária
A jornada de lutas do MST chegou a 42 ocupação de latifúndios, protestos em prédios públicos e marchas em 16 estados, em defesa do assentamento das 90 mil famílias acampadas, pela atualização dos índices de produtividade e por políticas públicas para as áreas de Reforma Agrária.
O MST cobra os compromissos assumidos pelo governo federal, depois da jornada de agosto, que ainda não foram cumpridos.
“Queremos apresentar na jornada a nossa pauta de reivindicações, que está amarela”, afirma o integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues.
A Brigada Militar já isolou a Fazenda Bela Vista, em Sananduva - no Norte do estado - e se prepara para despejar as cerca de 200 famílias Sem Terra que ocupam a área desde a madrugada desta quinta-feira (15/4).
Os policiais estão aumentando o efetivo e afirmam que irão fazer o despejo, bem como identificar todos os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no decorrer desta noite.
Por Rodrigo Vianna, do Escrevinhador
O PSDB e o DEM não são muito chegados em povo.
Os tucanos - soubemos por uma colunista da "Folha" - fizeram esses dias uma convenção só com a "massa cheirosa" . Faltou explicar qual é a massa que fede...
O MST e o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar convidam para ato político em defesa da Reforma Agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais às 8h desta sexta-feira (16/4), no acampamento Roseli Nunes e João Calixto, em Campinas.
O acampamento, com 150 famílias, fica na Fazenda Monte D'este, no município de Campinas, que foi declarada improdutiva há dois anos, segundo laudo de vistoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Nesta sexta-feira (16/4), trabalhadores e trabalhadoras rurais ligados ao MST chegam a Belém, no Pará. São esperadas cerca de mil pessoas, vindas dos municípios das regiões norte e nordeste do estado, como Castanhal, Irituia, Capitão Poço, Abaetetuba, Moju, Acará, Bujaru, Barcarena, Benevides e Santa Bárbara, entre outros.
Os Sem Terra participarão das atividades da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, que se realiza memória as vítimas do Massacre de Eldorado de Carajás, ocorrido durante operação da Polícia Militar, em 1996.
Leia abaixo entrevista que Miguel Carter, professor da American University, em Washington, DC, organizador do livro "Combatendo a Desigualdade Social: O MST e a reforma agrária no Brasil", concedeu ao jornal Brasil de Fato nesta semana.
Qual foi o significado dos dois mandatos do governo Lula para um projeto popular de Reforma Agrária?
Cerca de 350 famílias ocuparam a prefeitura de Mossoró (RN) nesta quinta-feira (15/4), para apresentar uma pauta de reivindicações que envolve o abastecimento de água aos assentamentos e acampamentos, investimentos em saúde, infra-estrutura para as escolas, coleta seletiva e reciclagem, transporte e comercialização dos produtos agrícolas dos assentamentos.
À tarde, a jornada terá continuidade com uma marcha pelo centro da cidade, com o lema “Lutar não é crime”.
Por Mayrá Lima *
Em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira (14/4), o integrante da direção nacional do MST João Pedro Stedile defendeu mudanças no modelo de Reforma Agrária brasileiro. De acordo com ele, é preciso combinar as desapropriações, com o estímulo às agroindústrias, sob técnicas advindas da agroecologia e a educação no campo.
Desde 2006, quando o massacre de Eldorado do Carajás completou 10 anos, o MST realiza no Pará o Acampamento Pedagógico da Juventude Camponesa, com diversas atividades.
Neste ano, em sua quinta edição, o Acampamento acontece desde o último sábado (10/4) na entrada do assentamento 17 de abril (PA 275), onde hoje estão assentadas as 699 famílias que conquistaram a terra logo após o massacre.
Com a negativa do Prefeito em receber a marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Atalaia (AL), os manifestantes decidiram bloquear a rodovia BR-316, que passa pelo município. Desde o início da manhã, cerca de 200 Sem Terra estão mobilizados na cidade, onde fizeram uma caminhada até o Fórum de Justiça para cobrar a resolução de crimes relacionados à luta fundiária e depois se ocuparam a sede municipal.
Em Goiânia, cerca de 850 Sem Terra estão em marcha desde segunda-feira (12/4). Saíram de Itaberaí rumo à capital Goiânia, num percurso de 100 quilômetros, que deve terminar nesta sexta-feira (16/4).
Na capital, onde devem ficar até dia 23/4, haverá negociações com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o governo do estado, para discutir obtenção de terras para a Reforma Agrária e política de infra-estrutura em assentamentos do estado.
Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande do Sul ocupam neste momento uma fazenda na cidade de Sananduva, no Norte do estado. A Fazenda Bela Vista possui 500 hectares. O proprietário da área possui dívidas com o Banco do Brasil e a área ainda é alvo de crime ambiental.
Do MPA
Chega ao quarto dia o Encontro Nacional dos Pequenos Agricultores, que acontece na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia, com o tema “Plano Camponês, por soberania alimentar e poder popular”. O encontro reúne cerca de 1000 camponeses e camponesas de 17 estados do país, que vêm discutindo uma nova proposta de produção para o campo brasileiro.
Por Talles Adriano dos Reis
No dia 13 de abril, os cidadãos da Catalunha (região localizada no nordeste da Espanha, próximo à França) tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o MST. O documentário “Soberania Alimentar no Brasil” foi produzido pelo canal público Televisió de Caltalunya (TV3), emissora de maior audiência no país, em parceria com a Agência Catalã de Cooperação e Desenvolvimento (ACCD).
Em meio à Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou cinco prefeituras no interior do Estado para reivindicar o avanço das políticas que atendem assentamentos nas regiões. As prefeituras municipais de Delmiro Gouveia, Inhapi, Olho d'Água do Casado, Girau do Ponciano e Atalaia estão ocupadas pelos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra na manhã desta quinta-feira (15/4).
Do jornal O Estado de S. Paulo
O juiz da Vara Federal de Altamira, Antonio Carlos Almeida Campelo, determinou ontem a suspensão da licença prévia da Hidrelétrica de Belo Monte e também o cancelamento do leilão, marcado para terça-feira, 20 de abril, para escolher as empresas responsáveis pela obra.
Na manhã de hoje (15/4), 100 famílias ocuparam a fazenda São Luiz, em Poço Redondo.
Na terça-feira (13/4), outras duas fazendas foram ocupadas no estado. A Água Branca, também conhecida como São José, foi ocupada por 50 famílias, no município de Estância. Na mesma cidade, 50 famílias ocuparam ainda a fazenda Rio Fundo.
As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária e cobram o assentamento de todas as famílias acampadas. Em Sergipe, mais de 12 mil famílias estão acampadas, lutando pelo direito à terra.
Mais de 600 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Conselhos Populares ocuparam, na manhã desta quinta-feira (15/4), o Sítio São Jorge, uma fazenda de 800 hectares localizada entre a Avenida Perimetral e a Avenida I, no bairro José Walter, em Fortaleza. “É um latifúndio urbano que pertence a uma família ligada ao capital imobiliário e que continua sem produzir nada, enquanto mais de 150 mil pessoas, entre elas muitas vindas do interior, não têm onde morar nesta cidade”, Marcelo Matos, do setor de comunicação do MST no estado.
A desconcentração da propriedade da terra aumentará a produção de alimentos e empregos
Por Antonio Canuto
Secretário da Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
O modelo hegemônico de desenvolvimento, subordinado ao capital, tem como uma das suas principais características o ser concentrador. Concentrador da posse e propriedade da terra, das riquezas e do poder. E hoje, está em curso um processo de concentração dos saberes, da tecnologia e da ciência.
Famílias de trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam mais três latifúndios em Pernambuco na manhã desta quarta-feira (14/4). Com as ocupações de hoje, chegam a 19 as ações da Jornada Nacional de Lutas do MST em Pernambuco, iniciada no último dia 11 de abril.
No município de Arcoverde, 140 famílias ocuparam a FAZENDA DA GRANJA, de 950 hectares. A polícia chegou a rondar o acampamento logo após a ocupação, mas até agora não foi registrado conflito.
'Pi ti, Pi ti, zwazo fé nich'
(Pouco a pouco, o pássaro faz seu ninho)
As conquistas da classe trabalhadora são árduas e escassas. Os opressores buscam de todas as formas sufocá-las. E, quando não o conseguem, a única saída é mantê-las no anonimato, para que seu exemplo não seja difundido e seguido.
O objetivo do blog 'Haiti Kreyòl' é, dentro de suas limitações, tal como o pássaro que pouco a pouco faz seu ninho, combater o anonimato imposto às lutas e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras haitianos.
No dia 13 de abril, policiais tentam intimidar ocupação de latifúndio ligado ao Vera Cruz Empreendimentos Imobiliários e a importantes acionistas do Banco Real, realizada na região de Campinas pelo MST-SP, numa das atividades integradas à Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária . Assista ao vídeo, produzido por Passa Palavra .
Nesta quarta-feira (14), diversas famílias Sem Terra estarão se mobilizando em Campos, na frente da Justiça Federal, na cidade de Itaperuna, norte do Rio de Janeiro. A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária, que acontece até o fim do mês, em todo o Brasil. A ação será às 16hs.
O objetivo é pressionar a Justiça federal para dar a imissão na posse da Fazenda Santa Maria, para o assentamento das famílias. Em 2008, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) entrou com o pedido de desapropriação, embargado agora no Judiciário.
Do CIMI Leste - Equipe Xakriabá
Os participantes do I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale se reúnem no Centro do Rio de Janeiro para debater os impactos da atuação da empresa em suas comunidades e países.
Participam do Encontro cerca de 150 representantes de sindicatos, movimentos sociais e comunidades impactadas por empreendimentos da Vale em dez países e nove estados do Brasil.
Cerca de 300 pessoas ocuparam, na manhã desta quarta-feira (14/4), uma área em Pereira Barreto, na região de Andradina, para denunciar a falta de preservação na região.
"A área deveria ser de preservação, mas está desmatada e abanadonada", denuncia Irineu de Oliveira, do MST-SP. A área é de responsabilidade da Cia Energética de São Paulo (Cesp), por fazer o canal entre os rios Tietê e São José dos Dourados. "Se a Cesp e o governo de São Paulo fornecerem as mudas, o MST se compromete a reflorestar essa área", garante Irineu.
Cerca de 200 familias ocuparam, nesta terça-feira (13/4), uma fazenda em Curitibanos, na região serrana de Santa Catarina. A área, a fazenda Xaxim, já tem decreto de desapropriação e estava pronta para a posse dos Sem Terra, mas o proprietário entrou com uma ação no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre e suspendeu a decisão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A ocupação é uma forma de pressionar por uma decisão favorável e garantir a área aos trabalhadores rurais.
Em Santa Catarina, cerca de duas mil famílias vivem acampadas.
Cerca de 300 pessoas ocuparam, na manhã de quarta-feira (14/4), uma área em Pereira Barreto, na região de Andradina, para denunciar a falta de preservação na região.
"A área deveria ser de preservação, mas está desmatada e abanadonada", denuncia Irineu de Oliveira, do MST-SP. A área é de responsabilidade da Cia Energética de São Paulo (Cesp), por fazer o canal entre os rios Tietê e São José dos Dourados. "Se a Cesp e o governo de São Paulo fornecerem as mudas, o MST se compromete a reflorestar essa área", garante Irineu.
As propostas feitas nesta terça-feira (13/4) pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pretendem mais uma vez criminalizar as lutas sociais e impedir o avanço da Reforma Agrária.
Da RadioagênciaNP
Para pedir o cancelamento da licença prévia e do leilão da construção da hidrelétrica de Belo Monte – marcado para o dia 20 de abril –, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizou, nesta segunda-feira (12/04), uma marcha na cidade de Brasília (DF).
Com o apoio da Via Campesina, MST, Movimento Xingu Vivo para Todos, entre outros, aproximadamente mil pessoas percorreram a Esplanada dos Ministérios, Ministério do Meio Ambiente, Congresso Nacional, Ministério da Justiça, Ministério das Minas e Energia, Ministério da Indústria e Comércio e ANEEL.
Trabalhadores Sem Terra que ocuparam o Engenho Paca na manhã desta segunda-feira (12/4) encontraram trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão dentro do engenho.
Nesta terça-feira (13/4), cerca de 1.000 trabalhadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná chegaram a Curitiba para participar da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Do Incra
O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador Jirair Aram Meguerian, afirmou nesta segunda-feira (12/4) que o Poder Judiciário deve estar atento ao cumprimento da função social dos imóveis rurais.
Dinheiro público para o agronegócio*
Sérgio Sauer – Professor da Faculdade da UnB de Planaltina (FUP/UnB)
Relator do Direito Humano à Terra, Território e Alimentação da Plataforma Dhesca – Brasil
Cerca de 100 familias de trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam na manhã desta terça-feira (13/4) a fazenda Lagoa das Vacas, no município de Manari, em Pernambuco. Com a ocupação de hoje, chega a 16 o número de ações da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária no estado, envolvendo 2.180 famílias.
LUTAR NÃO É CRIME!
Na manhã desta terça-feira (13/4), cerca de 100 trabalhadores rurais acampados e assentados ocuparam a sede regional do Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo), em Itapeva.
Leia artigo de Jaime Amorim, integrante da coordenação nacional do MST, que apresenta as reinvidicações do movimento durante a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária .
O QUE QUEREMOS NA NOSSA JORNADA
Jaime Amorim
ABRIL É MÊS DE LUTA pela Reforma Agrária, quando a sua bandeira é fincada nos latifúndios e tremula nas ruas das cidades.
A Comissão de Legislação Participativa (CLP) realiza, nesta quarta-feira (14/4), audiência pública para discutir a criminalização dos movimentos sociais no Brasil e as causas da violência no campo.
Mais de 800 latifundiários do interior de São Paulo e de outros estados fizeram um encontro batizado de “Abril Verde”, nesse final de semana.
Os organizadores pretendiam fazer um contraponto ao chamado Abril Vermelho, que é a forma como a imprensa apelidou as lutas dos trabalhadores rurais pela Reforma Agrária nesse período.
O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado no final da noite de ontem em Belém (PA) a 30 anos de reclusão por ter mandado matar a missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, há cinco anos.
Após mais de 14 horas de julgamento, Bida foi considerado pela maioria dos sete jurados autor de homicídio duplamente qualificado (por ter havido promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa) com o agravante da vítima ser idosa - ao morrer, com seis tiros numa estrada de terra de Anapu, Stang tinha 73 anos.
Lutar pela Reforma Agrária no mês de abril, especialmente no dia 17, está previsto na lei.
Nesta semana, o MST dá início à Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em memória dos 19 companheiros assassinados no Massacre de Eldorado de Carajás, durante operação da Polícia Militar, no município de Eldorado dos Carajás, em 1996.
Ao longo do mês, o MST intensifica suas manifestações, com ocupações de terras, ações em prédios públicos e protestos contra a ampliação da concentração de terras no país, com a expansão do agronegócio.
Neste momento, as 60 famílias acampadas na Fazenda Mubamba do Rangel no município de Santa Rita estão tendo suas barracas destruídas por aproximadamente 12 policiais e capangas do fazendeiro Eurico Rangel. Sem autorização judicial as famílias estão sendo brutalmente expulsas da fazenda. A situação está tensa no local.
No domingo, 60 famílias ocuparam a fazenda Mubamba do Rangel, no município de Santa Rita, área de propriedade de Eurico Rangel e que possui 1200 hectares de terra improdutiva . Essa é a quarta vez que a fazenda é ocupada pelo MST.
Como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária , na manhã desta terça-feira (13/4), cerca de 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Monte D’Este, na região da Grande Campinas.
Na manhã desta terça-feira (13/4), trabalhadores rurais Sem Terra promoveram mais duas ocupações de latifúndios no estado da Paraíba.
No município de Cabaceiras, 63 famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda Jacaré, que possui 2.730 hectares. O proprietário, Nilton de Sousa Leal, possui várias fazendas pela região e concentra em seu domínio mais de sete mil hectares de terra. A situação está tensa no local.
No município de Algodão de Jandaira, 35 famílias ocuparam a Fazenda Serra Preta.
Chega a cinco o número de ocupações na Paraíba
Criado por comunicadores populares e jornalistas, o Blog da Reforma Agrária serve como um instrumento de contra-informação de grandes veículos de comunicação do Brasil, que são contra os movimentos sociais que lutam pela desconcentração da terra, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Vinte e oito famílias terão que sair da Fazenda Boa Esperança, mesmo a área sendo improdutiva e apresentar várias irregularidades como dívidas bancárias, intimidações e crime ambiental.
Por Zé Dirceu
Patética a última pegadinha da Folha. Vejam o que escreveram: "Ex-ministra da Casa Civil gera desconfiança entre os sem-terra, que não apoiarão formalmente nenhum candidato no primeiro turno". Não, meus caros, não são os sem terra que disseram ou querem o que está escrito acima, na chamada da matéria da Folha de S.Paulo.